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Tanussi
Cardoso |
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As
Mortes
quando o primeiro
amor morreu
eu disse: morri
quando meu pai se foi
coração descontrolado
eu disse: morri
quando as irmãs mortas
a tia morta
eu disse: morri
depois, a avó do Norte
os amigos da sorte
os primos perdidos
o pequinês, o siamês
morri, morri
estou vivo
a poesia pulsa
a natureza explode
o amor me beija na boca
um Deus insiste que sim
sei não
acho que só vou
morrer
depois de mim

As
Time Goes By
Meu bem
Me chama de Humphrey Bogart
Que eu te conto Casablanca
Me tira esse sobretudo
Sobretudo, conta tudo
Que eu te dou uma rosa branca
Mas, meu bem
Me chama de Humphrey Bogart
Te dou carona em meu carro
Chevrolet – que sou bacana
Te levo, meu bem, pra cama
Fumamos nossa bagana
Te provo que sou sacana
Te faço toda a denguice
Te dispo que nem a Ingrid
Te dou filhos de montão
Só pra te ver sufocar
Mas me chama de Humphrey Bogart
Faço chover colorido
Como num bom musical
Te chamo de Lauren Bacall
Te danço, te canto, te mostro
Entre as pernas meu bom astral
Te deixo pro enxoval
Meu chapéu preto de gângster
Mil poemas de ninar
Só pra te ouvir sussurar
Como te amo meu Humphrey Bogart!

Chorando sobre um
Poema
(lendo
"Sob a Espada")
Para Ferreira Gullar
Debruço-me sobre o
livro:
o poema invade olhos,
tecidos.
Vozes.
Que espada mais aguda
que o eco de seu som?
Que fogo mais forte crepita
eterno
além da paixão?
A palavra
viva
transcende a sua hora.
Sempre
é tempo
que não nasceu.
E o poeta é só
um homem
dentro
de Deus.

Substantivos
Faca é faca
Pão é pão
Fome é fome
Amor é amor
Estranho desígnio das coisas
De serem exatamente elas
Quando as olhamos sem paixão

A Hora
Absoluta
Estranhos
meus mortos abrem as janelas
penetram em meu quarto
e me sufocam.
Insinuantes
me beijam e sangram em mim
alegrias e pecados
acariciando, sem pudor
meus sonhos, minhas partes
e meus ossos.
Meus mortos e seus gemidos
têm rostos, sinais
e olhos que fagulham calafrios.
Ousados
vêm no breu do sono
e debruçam sobre meu corpo
silentes e queridos
e rezam
e choram por mim
como a lua clamando
sua outra metade
como um espelho
colando os próprios vidros.
Meus mortos sem censura
meus delicados mortos
que, à noite, penteiam meus cabelos
e, solidários, preparam o meu jardim.

Teias
Alimentar aranhas,
eis o meu ofício.
Deixá-las criar tentáculos.
Moscas mansas
apaixonadamente sangrar.
Cuidá-las para tecer
os pequenos vícios
do seu tear
: venenos sutis
: tatos improváveis
- vivê-las.
Redescobrir as cores
as sedes e as sedas.
As sendas do meu destino
nelas entrelaçar
: véus de astúcia
: morte e viuvez.
Decifrar sua dança
: rede de valsas
: fios de arame.
Aprender com elas
o ritmo do salto.

Em pé: Carmen Moreno, Claufe Rodrigues, Cabelo e
Bruno Candéas.
Sentados: Luiz Prôa, Tanussi, Delayne Brasil e Laura Esteves.
Ponte
Entre eu e mim
um abismo imenso

Tanussi com sua irmã, Carmen Moreno.
Cilada
O amor não é a lua
iluminando o arco-íris
nem a estrela-guia
mirando o oceano
O amor não é o vinho
embebedando lençóis
nem o beijo louco
na boca úmida do dia
O amor não é a vitória
dos navios e dos barcos
nem a paz cavalgando
cavalos alados
O amor é, sobretudo
a faca no laço do laçador
O amor é, exatamente
o tiro no peito do matador

Da Paz das Borboletas
Moram em mim animais bravios.
Perigosos, eriçam os pêlos
rangem os dentes
emitem urros
por qualquer hora ou motivo.
Mas dormem em mim, tranqüilos
quando lhes conto das borboletas
pousadas sobre os vitrais noturnos.

O Morto
Tudo permanece em seu
lugar.
A tartaruga
estática, sábia
contempla a cena.
Quem morre antes
o morto ou seus objetos?
Tudo permanece em seu lugar.
O morto é um poema
acabado
solto
completo.

Asas
A dor não tem
dó
Anda garbosa ao seu lado
e ao primeiro nada
morde o pescoço
nega o beijo, o desejo: cilada.
A dor não tem dó
Gordura no peito
nos pêlos, na pele
câncer, tuberculose
infarto, embolia: overdose.
A dor não tem dó
Viúva assanhada
corte sem faca
volta sempre ao seu morto
lesma de vidro: visgo de jaca.

Elos
(na morte de minha
irmã Irayde)
Um olho paira no ar
gigantesco me espia
Espelhos expiam
suas culpas
Cristais partidos
dividem as dores do mundo
Uma noite intensa
baixa sobre tudo
O fio do novelo
o fio da navalha
A mãe morta
é o deus morto

Sobre Tanussi Cardoso
(Biobibliografia resumida)
TANUSSI CARDOSO
é poeta, letrista, crítico literário, jornalista e advogado. É o atual
Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ).
Carioca, do signo de Peixes, nascido em 25 de
fevereiro de 1946, na Rua Estevão Silva nº 155, em Cachambi, subúrbio do Rio de
Janeiro, onde viveu até aos 9 anos, quando o casarão foi demolido para dar lugar
a um edifício e uma vila com 8 casas e 1 prédio. Mudou-se, então, para um
pequeno apartamento na Rua Amália 78, casa 5, aptº 101, em Quintino Bocaiúva.
Quatro anos mais tarde, aos 13 anos, nasceu sua irmã mais nova, a também
escritora e poeta, Carmen Moreno. Filho de José Barreto Cardoso (falecido),
natural de Sergipe, e da carioca Carmen Castilho Cardoso, hoje, com 90 anos, é o
4º filho de uma geração de cinco (1 irmão e 3 mulheres, sendo que as duas mais
velhas, falecidas).
Cursou o primário numa escola pública do Méier,
terminando-o na Escola Quintino Bocaiúva, no bairro de mesmo nome, e na Escola
França, no mesmo bairro. Completou seus estudos ginasianos na Escola Estadual
Visconde de Cairu, e, o clássico, na Escola República do Peru, ambas no Méier.
Nessa mesma época, licenciou-se em inglês, pelo British Brazilian Course, e
sobrevivia dando aulas particulares de português, francês e inglês.
Em 1966, passou no vestibular para jornalismo,
na PUC/RJ, vindo a se formar em 1970. Nesse ínterim, ingressou, por concurso, no
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mudando-se para Copacabana,
Zona Sul do Rio. Em 2002, aos 33 anos de serviço público, aposentou-se como
Escrivão. Nos anos 80, chegou a cursar o 2º ano de Literatura, na PUC/RJ, não
completando o curso. Em 1997, passou no vestibular para Direito, na Bennett/RJ,
formando-se em 2000.
Como jornalista, trabalhou como repórter na
Rádio JB e no jornal O Fluminense, em Niterói. Hoje, praticamente, trabalha como
“freela”, escrevendo para muitos jornais literários, sendo colunista efetivo do
Jornal Rio Letras, a convite do poeta e amigo Marcus Vinicius Quiroga, onde
exerce com mais assiduidade o papel de crítico literário.
Costuma dizer que a poesia e a música o
acompanham desde que nasceu; influência do pai, que gostava muito de cantar, era
dançarino premiado de tango, e sabia poemas de Castro Alves, Olavo Bilac,
Raimundo Correia e outros, de cor, recitando-os nas festas. Com certeza, o gosto
pela poesia veio dele. Mas os gibis, Monteiro Lobato e o rádio formaram a base
de sua educação cultural.
No ginásio, ganhou seus primeiros concursos de
literatura. Até que, em 1975, classificou-se num concurso literário organizado
pelo poeta Walmir Ayala, conhecendo, na oportunidade, Leila Míccolis, Glória
Perez, Eugênia Loretti e outros. Desde então, nunca mais largou a poesia e a
literatura.
Nos anos 70, chegou a co-dirigir, juntamente com
Leila Míccolis, Glória Perez e Carlos Araújo, a editora Trote, que lançou vários
livros de poesia, além de um jornal literário, transformando-se, mais tarde, num
grupo de poesia teatralizado, de muito sucesso, o Teatrote, com Leila Míccolis,
Carmen Moreno e Eugênia Loreti.
Da geração que cultiva a poesia desde a década
de 70, Tanussi Cardoso é dos mais atuantes, apresentando-se em recitais de
poesia e eventos literários, além de ser convidado para Festivais por todo o
país como poeta-palestrante e jurado de concursos literários.
Colaborador ativo de diversas publicações
literárias, tem trabalhos artísticos em cartazes, envelopes e outros suportes,
além de estar incluído em diversas antologias de poemas.
Seus poemas foram publicados no Jornal Rascunho
(Curitiba/PR), nas revistas Poesia Viva (Ed. Uapê/RJ) e Poesia Sempre
(Biblioteca Nacional/RJ), entre tantas outras.
Entre outros eventos, foi um dos convidados do
Congresso Nacional de Poesia, de Bento Gonçalves/RS, organizado por Ademir
Antonio Bacca. 2004 e 2005).
Em 2005, foi convidado do 1º Belo Poético –
Encontro Nacional de Poesia, em Belo Horizonte/MG, organizado pelo poeta Rogério
Salgado, para participar, como debatedor, da mesa-redonda sobre o tema “A Poesia
na Educação”, retornando como convidado em 2007.
Participou de um documentário especial sobre
poesia brasileira, produzido e dirigido pelo poeta Claufe Rodrigues, veiculado
pelo canal GNT/NET (2005).
Foi convidado pela organização da Bienal do
Livro para a estréia do “Jirau da Poesia”, onde se apresentou juntamente com os
poetas Adriano Espínola, Cláudia Roquette-Pinto, Francisco Bosco e Marcelo
Diniz, com direção de Claufe Rodrigues. Na mesma Bienal do Livro, à convite do
SESC, fechou a programação do evento SESC POESIA (2005).
Participou da estréia do programa ”Palavrão”,
primeiro programa sobre poesia da TV brasileira, apresentado pelo poeta Claufe
Rodrigues, veiculado pelo Canal Brasil/NET. (2005).
Participou do Seminário Cultura Nacional & Auto
Estima, organizado pelo Clube de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro,
sobre o tema “Política Nacional de Cultura” (2005).
Mediou o debate sobre o tema “Poesia – para que
serve?”, no VI Festival Carioca de Poesia, organizado pelo Grupo Poesia
Simplesmente, no Café do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, Rio, cuja mesa
contou com os poetas Alberto Pucheu, André Gardel, Caio Meira e Marcus Vinicius
(2005).
Com curadoria da poeta Laura Esteves, coordena,
juntamente com o poeta Marcus Vinicius Quiroga, os projetos “Forum Poesia” e “O
Forum vai ao Fundão”, realização do Forum de Ciência e Cultura da UFRJ.
Seu trabalho poético foi tema de monografia na
UFRJ, apresentado por Márcia Miranda Jayme, bem como tema de Seminário entre os
alunos da Universidade Veiga de Almeida, Tijuca/RJ, organizado pela professora
Christina Ramalho (2004).
Em 2007, foi
agraciado com o Troféu Marcio Carvalho, dentro do XI
Festival Carioca de Poesia, organização do Grupo
Poesia Simplesmente. Rio/ RJ"
"Em janeiro de 2008, foi convidado a
participar do Seminário de Literatura, Linguagem &
Expressão "A língua dos homens comuns", em Cachoeira
e São Félix, Bahia, organização da Pró-reitoria de
extensão da URRB."
.É
Membro da Associação dos Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (APPERJ)
e do PEN-CLUBE DO BRASIL.
Obras Publicadas
- “Desintegração” (Ed. do Autor,79/RJ)
- “Boca Maldita”, prefácio de Leila
Miccolis (Ed. Trote,82/RJ)
- “Beco com Saídas”, prefácio de Socorro
Trindad (Ed. Edicom,91/SP), Prêmios UBE/RJ e UBE-Guararapes/GO
- “Viagem em Torno de”, prefácio de
Salgado Maranhão (Ed. 7Letras,2000/RJ), cuja 2ª edição se esgotou, Prêmios ALAP
de Cultura, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e da Academia de Letras e
Artes de Paranapuã, além do Prêmio Capital Nacional 2000, do jornal O
Capital(Aracaju/SE), eleito o Poeta do Ano, além de Menções no Prêmio Ruth
Scott, do SEERJ(93), Prêmio Jorge de Lima, da UBE(94) e Prêmio Carlos Drummond
de Andrade, da UBE(99)

- “A Medida do Deserto e Outros Poemas
Revisitados”, inserido na coletânea de poemas “Rios”, apresentação de
Thereza Christina Rocque da Motta (ÍbisLibris/2003/RJ)
-
Em 2006, representou o Brasil no Segundo Festival Latinoamericano de Poesia “Ser
al fin uma palabra”, dentro do Dia Mundial da Poesia, na Cidade do México, onde
lançou “EXERCÍCIO DO OLHAR”, prefaciado por Gilberto Mendonça Teles e
Luiz Horácio Rodrigues, finalista do Prêmio Nacional de Poesia Cidade de Juiz de
Fora 2003. (Fivestar/2006/RJ) e eleito o Melhor Livro de Poesia de 2006, no
Congresso Latino Americano de Literatura, em São Francisco de Itabapoana / RJ.
Discografia
- “Veredicto”, com Delayne Brasil. CD “Nota no
Verso”, de Delayne Brasil, 2003.
- “Lábios que Beijei”, com Delayne Brasil. CD
“Nota no Verso”, de Delayne Brasil, 2003.
- “Beco com Saídas”, com Sandra Bernardo. CD
“Gata de Rua”, de Sandra Bernardo.
- “Viver a Vida”, com Amarildo Silva. CD “Rios
Afluentes”, de Amarildo Silva, 1995.
- “Barraco Vazio”, com Amarildo Silva. CD
“Estação”, de Amarildo Silva.
- “Canção pra Diadorim”, com Amarildo Silva. CD
“Virgem Sertão Roseano”, de Amarildo Silva.
- “Virgem Sertão Roseano”, com Amarildo Silva.
CD “Virgem Sertão Roseano”, de Amarildo Silva.
- “Cruz do Sertão”, com Amarildo Silva. CD
“Virgem Sertão Roseano”, de Amarildo Silva.
- “Viver a Vida”, com Amarildo Silva. CD
“Cambada Mineira”, 1999.
- “Femup 2000”, cd com música e poesias
premiadas no XXXV Festival de Música e Poesia. Seu poema “Das Dores de Amor” é
interpretado por Rosi Sanga. Fundação Cultural de Paranavaí/PR, 2000."
- “I Concurso Internacional de Poesias Cantinho
do Poeta”, com a gravação do poema “Sobre o Mar”. Rickmarc-CD Publishing,
Inglaterra, 2001."
- "Em dezembro de 2007 participou do cd Poesia de Boca, antologia em áudio de
poetas bons de boca e poesia, com 3 poemas."
Algumas Citações em Livros
- “A Poesia vai à Luta”, ensaio de Heloisa
Buarque de Hollanda e Carlos Alberto Messeder Pereira. Literatura Comentada -
Poesia Jovem Anos 70 Ed. Abril Cutural/SP/SP.
- Antologia da Nova Poesia Brasileira, org. de
Olga Savary, Fundação Rio/Rio Arte e Ed. Hipocampo (1992).
- 100 anos de poesia: um panorama da poesia
brasileira no século XX (O Verso/RJ/2001), org. Claufe Rodrigues e Mano Melo.
- Enciclopédia de Literatura Brasileira
(Fundação Biblioteca Nacional/RJ/2000), org. de Afrânio Coutinho / J. Galante de
Souza.
- Poetas Contemporâneos Brasileiros, Coleção
Prata Nova, Vol. 1, org. de Ademir Antonio Bacca, Ed. Garatuja, Nova Prata/RS
(1990).
- “Do Poder ao Poder”, ensaio de Leila Míccolis.
Ed. Tchê, Po/RS.
- “Abertura Poética – Primeira Antologia de
Novos Poetas do Novo Rio de Janeiro, Vol. 1”, org. de Walmir Ayala e César de
Araújo. C.S. Editora/RJ (1975).
- “Dicionário Cravo Alvim da Música Popular
Brasileira (2005).
Algumas Citações em
Periódicos
- Catálogo da Produção Poética Impressa nos Anos
90 – Edição Especial nº 1, org. de Leila Míccolis e Urahcy Faustino. Blocos –
Jornal Cultural. Ed. Blocos, Rio/RJ.
- “Independentes, Marginais ou Alternativos
(Década de 70)”, Poesia Brasileira Século XX (Revista Dimensão/MG/83), ensaio de
Guido Bilharinho. Dimensão-Revista de Poesia n 7, n especial I sobre Poesia
Brasileira Século XX: Breve Notícia Documentada, Brasília/DF.
- “Baladas de Vida e Morte”, crítica de Marcello
Rollemberg, sobre o livro “Viagem em torno de”. Cult-Revista Brasileira de
Literatura nº 50, setembro de 2001/SP/SP.
- “A Força dramática da Poesia de Tanussi
Cardoso”, por Marcus Vinicius. Jornal Panorama nº 10, Rio/RJ.
- “Graças a Deus...os Poetas Ainda Vivem”,
reportagem de capa em homenagem ao poeta. Revista Angel News nº 21, Rio/RJ.
- “Um Poeta na Encruzilhada”, crítica de Luiz
Horácio Rodrigues. Comentando Literatura, Internet.
- “Poesia e Empatia”, ensaio sobre o poema “As
Mortes”, por Marcus Vinicius. Jornal Panorama nº 15, Rio/RJ.
- “A Poesia de Tanussi Cardoso”, homenagem de
Helena Ortiz, com a publicação de 8 poemas do autor. Jornal Panorama nº 10,
Rio/RJ.
- “A Coragem de Encarar as Saídas do Beco”,
crítica de Jurema Barreto de Souza. Revista Livrespaço nº4, SP/SP.
- “A Poesia de Tanussi Cardoso”, crítica de
Diniz Félix dos Santos. Jornal Poiétiké nº 399, Brasília/DF.
- “Um Canto Incisivo”, crítica de Anderson Braga
Horta. Revista da Academia Brasileira de Letras n 13, Brasília/DF.
- “Vozes da Poesia”, crítica de José Afrânio
Moreira Duarte. Coluna Resenha Literária, Jornal Destaque, BH/MG.
- “La Nueva Poesia Brasileña”, ensaio de
Fernando Solarte Lindo. Jornal El Pais (Dominical, Cal, Colômbia).
- “Muestra de Poesia Brasileña Actual – I –
Independientes/Marginales/alternativos”, ensaio de Álvaro Miranda, com a
tradução para o espanhol de 2 poemas. Montevideo/Uruguai.
- “O Novo Network Poético 80 no Rio de Janeiro”,
ensaio de Carlos Alberto Messeder. Revista do Brazil nº 5 – Literatura Anos 80”,
edição do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
- “Fora da Gaveta”, crítica de Domingo Gonzalez
Cruz. Suplemento da Tribuna n 39, Rio/RJ.
- “Desintegração”, crítica de Mario Newton
Filho. Letras Fluminenses n 19, Niterói/RJ.
- “Rio-Visão do Aqui e Agora”, ensaio de Leila
Miccolis. Revista de Literatura Escrita n 30/SP/SP.
- “O Ofício da Palavra – Boca Maldita”, crítica
de Leila Miccolis. Complemento n 16, Jornal de Recreio/MG.
- “Carta Aberta a Tanussi Cardoso – Morri inda
Não”, crítica de Newman Sucupira. Jornal O Capital, Aracaju/SE (junho de 2000).
- “Viagem em torno de”, crítica de Silvério da
Costa. Opinião, Diário do Iguaçu nº 913, Chapecó/SC (15/09/2000).
Alguns Prêmios Literários
- 1º lugar no Concurso Pégaso de Poesia,
Santos/SP;
- 1º lugar no Concurso Onde Está o Poeta?, da
Hebraica/RJ;
- 1º lugar no Prêmio Sesc–Copacabana de Poesia;
- 1º lugar no Concurso Nacional do Jornal Poesia
Viva/2000 – Prêmio Gilberto Mendonça Teles, onde venceu, também, como intérprete
(poema “Morada”);
- 1º lugar no Concurso Internacional de
Poesia/2000 – Prêmio Saturnino Paccitti, da Associação de Escritores de Bragança
Paulista, concorrendo com poetas de Portugal, Alemanha, Inglaterra, EUA e Cuba
(poema “Morada”);
- 4º lugar no Concurso Internacional de Poesia
Cantinho do Poeta (2001), em Londres, concorrendo com cerca de 500 trabalhos do
Brasil, Portugal, EUA, Reino Unido, Canadá e Áustria (poema “Sobre o mar”);
- 1º lugar no Concurso Internacional de Arte,
Prosa e Poesia da UBENY/2002 - União Brasileira de Escritores com sede em Nova
York (poema “Fiat lux”);
- 1º lugar no Concurso de Poesias do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio de Janeiro (poema “Certas respostas”);
- 1º lugar no Festival Nacional Petrobras de
Poesia, ganhando, igualmente, como intérprete (poema “Certas respostas”);
- 1º lugar no Concurso Internacional Il Convívio
(2003), sezione Poesia in língua portoghese, Sicília/Itália (poema “Certas
respostas”);
- Finalista dos Prêmios UBE/RJ e UBE/Goiás, com
o livro “Beco com Saídas” (1991);
- Vencedor do “Prêmio Alap de Cultura/RJ” e do
“Prêmio Capital Nacional – Poeta do Ano/SE” (2000), com o livro “Viagem em torno
de”. O mesmo livro já havia sido finalista do “Prêmio Ruth Scott”, do Sindicato
dos Escritores RJ (93); “Prêmio Jorge de Lima”, UBE/RJ (94) e “Prêmio Carlos
Drummond de Andrade”, UBE/MG (99).
Trabalhos no Exterior
Tem poemas publicados na Argentina, Chile,
Colômbia, Espanha, EUA, Itália, México, Portugal e Uruguai, e traduzidos para o
francês, espanhol, castelhano e italiano, além de poemas lidos no programa
“Dicho sea de paso”, da poeta Perpetua Flores, na rádio Argentina, Onda
Latina,AM. Fez a apresentação do livro “Habitar el Tiempo”, da poeta mexicana
Angélica García Santa Olaya, Tintanueva Ediciones, México D.F, 2005.
Algumas Homenagens Poéticas
- “Reflexões sobre as dores do amor do amar” ou
“A lógica antropoiética de Tanussi Cardoso”, poema de Carlos Willian dedicado ao
poeta, Goiânia, 21/01/01.
- “Cristais”, poema de Carmen Moreno dedicado ao
poeta.
- “Ingrid”, poema de Thereza Cristina Rocque da
Motta dedicado ao poeta, publicado em “Rios”, IbisLibris Ed. /RJ, 2003.
- Seu poema “Substantivos” é publicado em
pôster/folhinha pelo poeta Cineas Santos, com trabalho gráfico-visual do artista
plástico Soares Barbosa. Teresina/PI, maio de 2001.
- Seu poema “Miragens”, baseado no óleo s/tela
“Beduíno”, de Majon, é publicado em cartão da Telemar, numa tiragem de 200.000
exemplares.
- “O Poeta na Avenida”, poema de Thereza
Cristina Rocque da Motta dedicado ao poeta.
- “Poema”. de Rosane Carneiro dedicado ao poeta.
- “Dietpoema”, poema de Regina Pouchain dedicado
ao poeta.
- “Poética Para um Poeta”, poema de Luiz
Fernandes da Silva dedicado ao poeta, publicado no livro “Rodízio”, Ed. do
Autor, João Pessoa/PB.
- “Fio a Fio”, poema de Euclides Amaral dedicado
ao poeta. Revista Urbana n 15, Rio/RJ.
- “Bilhete para Tanussi Cardoso”, poema de Luiz
Fernandes da Silva dedicado ao poeta.
- “Sociedade dos Poetas Vivos”, poema de Mano
Melo em que é citado junto com vários outros poetas, publicado no livro
“Saciedade dos Poetas Vivos”, Ed. Edicon/SP.
- Recebe o Diploma de Honra ao Mérito da
Academia Paraibana de Poesia, na presidência de Luiz Fernandes da Silva (1979).
- Recebe o título de “Poeta do Ano/78”, da
Coluna “Letras, Fatos e Gente”, do jornalista Luiz Fernandes da Silva. Jornal O
Aspep, João Pessoa/PB.
- É eleito “Membro Acadêmico Benemérito – Ad
Honorem”, do Centro Cultural Literário e Artístico de Gazeta de Felgueiras.
Felgueiras/Portugal (1990).
- Recebe os títulos de “Poeta Destaque do Ano do
Brasil” e “Personalidade Poética do Brasil”, pelo Jornal Correio de Poesia,
editado por Luiz Fernandes da Silva. João Pessoa/PB.
- “A Tanussi Cardoso”, poema de Gloria Perez
dedicado ao poeta. Correio de Poesia nº 42, João Pessoa/PB.
- “Viagem em torne de – um mundo de poesia”,
poema de Geraldo Pereira dedicado ao poeta.
- “Ruah – espírito de Deus”, poema de Wanda
Brauer dedicado ao poeta, publicado no livro “Memória do Futuro”, Oficina
Editores/RJ, 2005.
- “Quando chove”, poema de Fabio Rocha dedicado
ao autor, publicado no livro “Corte”, IbisLibris Ed. /RJ, 2004.
- “Vampiro”, poema de Angélica Garcia Santa
Olaya dedicado ao autor, publicado no livro “Habitar el Tiempo”, Tintanueva
Ediciones, México/ D.F, 2005.
- “Calaveritas”, poema de Angélica Garcia Santa
Olaya, poeta mexicana, dedicado ao autor e ao poeta Marcio Carvalho.
- “Mãos de Versos”, poema de Rosa Born em que é
citado junto com vários outros poetas.
- “Hora do poema”, de Rosa Born, dedicado ao
autor.
- “A Atriz”, poema de Manoel Gomes dedicado ao
autor.
- “A Tanussi Cardoso”, poema de Fabio Rocha
dedicado ao autor.
- “Mensageiro”, poema de Carmen Moreno dedicado
ao autor.
- “Nudez”, poema de Carlos Costa dedicado ao
autor.
- “É Silêncio”, poema de Fabio Rocha dedicado ao
autor.
- “A Tanussi Cardoso”, poema de Graça Carpes
dedicado ao poeta.
Vídeos
- “Aos que Morrem de Aids”, vídeo-poema dirigido
por Mônica Serpa, Rio/RJ (2000).
- “Óvulo”, vídeo-poema dirigido por Mônica
Serpa, Rio/RJ (2000).
Fortuna Crítica Resumida
Sua obra tem sido avaliada positivamente por
grandes críticos, escritores e poetas brasileiros, como Anderson Braga Horta,
Antonio Carlos Secchin, Assis Brasil, Caio Porfírio Carneiro, Carlos Nejar,
Fabrício Carpinejar, Fernando Py, Gilberto Mendonça Teles, Hugo Pontes, Joaquim
Branco, Jomard Muniz de Brito, Leila Míccolis, Jomard Muniz de Brito, Luis
Augusto Cassas, Luiz Horácio Rodrigues, Marcello Rollemberg, Moacy Cirne, Neide
Archanjo, Nicodemos Sena, Olga Savary, Reynaldo Valinho Alvarez, Ronaldo Cagiano,
Salgado Maranhão, Stella Leonardos, entre outros.
Bibliografia Crítica
Resumida
AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA:
“Sua poesia é mesmo da melhor qualidade: densa, criativa, funcionando oral ou
escritamente, reiventando-se continuamente.”
ANDERSON BRAGA HORTA:
"Tanussi Cardoso é poeta de linguagem forte, às vezes contundente. Um canto
incisivo. Sua poesia tem força!"
ANTONIO CARLOS SECCHIN:
“Parabéns pela sua “Viagem em torno de”, onde, a meu ver, um dos pontos altos é
o belo tom elegíaco que você empresta a tantos poemas, e que foi bem observado
na arguta apresentação de Salgado Maranhão.”
ARTUR DA TÁVOLA:
“O seu livro “Viagem em torno de” é ótimo. Seu entretecer poético com temas
como a morte e um apaixonado erotismo, traz o ser em carne viva, retemperado
pela beleza do verso, como diz Cruz e Souza: “Ficou gemendo mas ficou sonhando”.
CAIO PORFÍRIO CARNEIRO:
"A sua poesia é a um tempo analítica, impressionista, intimista e ricamente
simbolista. Nos poemas longos você é mais lírico e humano, nos mais curtos
aproxima-se do hai-kai. Sua poesia é, quase sempre, plena de constatações. Isto
mostra a riqueza formal e temática de suas criações. Gostei muito do seu livro,
“Beco com Saídas”, e de sua poesia, às vezes elétrica, sincopada, direta, eivada
de achados oportunos e brilhantes."
CARLOS NEJAR:
“Poemas fortes, com sotaque pessoal – coisa que vai escasseando no mercado. Sabe
o ouro do silêncio e a prata da revelação.”
D. PEDRO CASALDÁLIGA:
"Beco com Saídas" é humano, denso, cabal" .
FABRICIO CARPINEJAR:
“Adoro versos do teu “Viagem em torno de”: um Deus insiste que sim / sei não /
acho que só vou / morrer / depois de mim. Tua poesia apura os ouvidos do tato”.
FERNANDO PY:
“Trata-se de um poeta e de uma poesia especial, naquele sentido em que a morte,
como tema, não torna melancólica a poesia nem o poeta se deixa abater pela sua
ocorrência, transformando-a em motivo poético. Com este livro, a poesia de
Tanussi Cardoso dá um enorme salto em qualidade.”
HUGO PONTES:
"A obra de Tanussi Cardoso, para quem o acompanha através de publicações em
antologias e suplementos, vem crescendo ao longo dos anos, mostrando um poeta na
plenitude do domínio da palavra."
IACYR ANDERSON FREITAS:
“Sua “Viagem em Torno de” me levou pelo caminho. Vou ter de lhe escrever a
respeito, já que a forte impressão que sua poesia me causou não pode ficar presa
em poucas linhas. Só um comentário breve: “As mortes” e “Gestos” merecem um
livro à parte. Neste livro o seu verso está justo, seco, cortante.”
LUÍZ HORÁCIO RODRIGUES:
“Tanussi tem algo de Baudelaire. O melhor. O lirismo crítico, a ausência de
sentimentalismo barato e o contato com os mitos. “VIAGEM EM TORNO DE” ganha o
leitor pela emoção. Mas Tanussi não é um poeta comum e evita os exageros do
otimismo: “O pai se chama Culpa / a mãe se chama Mágoa./ O filho agora é
Ausência: triste Triângulo do nada”. Tanussi é uma ave rara, pássaro livre
equivocadamente procurando pouso. Que seu voar não cesse, voe alto, cada vez
mais alto evitando deuses, santos ou crucificados, bandos e vampiros e que
brilhe como o sol. Cálido e solitário. Tive uma agradável surpresa com “Viagem
em Torno de”. O que li me fascinou. A temática me fascina. Costumo dizer que não
temos mais de uma dúzia de poetas, agora acho que posso dizer que temos 13. Foi
um prazer conhecer sua poesia . Seu livro é ótimo. Seu livro é um dos grandes
lançamentos poéticos do ano! Você é um poeta de verdade, como Luis Augusto
Cassas e Ferreira Gullar. Você é um poeta raro.”
MANO MELO:
“Você fez um livro belíssimo, onde há pura poesia, imagens fortíssimas e de
grande sensibilidade. Atualmente, é um dos meus livros de cabeceira! Um dos
melhores do ano, sem dúvida! “Viagem em Torno de” é um grande livro, assim como
você é um ótimo poeta!” “Viagem em Torno de” é um impacto de beleza e
profundidade”.
MOACY CIRNE:
“Li o seu livro, Viagem em torno de”, de um só fôlego. Um belo livro, diga-se de
passagem. Além do antológico “As Mortes”, há poemas de grande sensibilidade
poética em torno de um tema que poderia ter caído na pieguice, mas que você
soube dar ótimo tratamento literário. Desde já, um dos grandes livros do ano!”
NICODEMOS SENA:
“Teu significativo livro confirma o que já ouvira sobre teu talento de poeta.
Vigorosa poesia... belo livro. “Viagem em torno de” é um impacto de beleza e
profundidade.” “Viver é crer no que se quer viver / É voar nas asas dos
pássaros, sem sangrá-los”. Há alguma coisa mais a dizer da vida, da literatura e
da própria poesia, depois desses versos do poeta carioca Tanussi Cardoso? Seus
versos “desinventados”, prenhes de vida e filosofia, não se podem reduzir pela
análise formalista, meramente literária. Pois, em Tanussi Cardoso, os
significados estão muito para lá das palavras. Com apenas 78 páginas, “Viagem em
torno de” é um grande livro de poesia, talvez o maior que nos últimos tempos
apareceu em terras brasileiras. Poucos o conhecem, mas isso não importa. O que é
belo, seja lá o que for, é belo em si mesmo e em si mesmo completo, não se lhe
integrando o louvor. Num país como o Brasil, onde sucesso e vulgaridade quase
sempre andam juntos, é possível que Tanussi Cardoso, um poeta magnífico,
continue desconhecido do grande público. Também isso não tem importância.
Afinal, o que é a fama?”
OLGA SAVARY:
“Refletindo sobre a morte, Tanussi faz um belo balanço da vida, com verdade,
pungência, consciência e lucidez. Ele joga lirismo onde há a poluição da vida,
joga esperança onde há só abismo, buscando humanizar o desespero, sem perdê-lo
de vista.”
REYNALDO VALINHO ALVAREZ:
“Viagem em Torno de”. Gostei dos temas e do tratamento que você deu a eles. Há
humor, ironia latente, emoção contida e a visão das grandes preocupações que
atormentam a humanidade e que são as referências às quais a poesia autêntica
volta e voltará sempre, porque residem no âmago do ser humano. Agradeço-lhe o
presente que seu livro significou para mim.”
RONALDO CAGIANO:
“Tanussi, é sempre um prazer estético lê-lo. Ainda mais viajando em torno de
seus novos versos: vigorosos, visceralmente comprometidos com o mistério da vida
e as inquietações diante do inusitado amanhã. Seu novo livro, “Viagem em torno
de”, traz um sopro à nossa carência por boa poesia. É obra de intenso fluxo
imagético. Sou seu leitor atento e admirador. Sua poesia está entre as melhores
produções contemporâneas.”
SALGADO MARANHÃO:
”Rascante visão do cotidiano firmada na ironia, no sarcasmo, e, sobretudo, numa
lírica enxuta e visceral.”
STELLA LEONARDOS:
”Impressionante, personalíssima tua “Viagem em torno de”. Modernidade, coração
aberto, intemporal. Que bom haver reencontrado tua poesia!”
LUIZ FERNANDO PRÔA:
A
qualidade de Tanussi Cardoso se traduz na intensidade com que sua alma
ultrapassa os limites do corpo e escreve com todas as letras sua história no
tempo. Sua poesia é fruto deste belo ser, seu eu, que habita o corpo mas não se
limita a ele. Seja na palavra, na fala ou na vida, o que se vê em Tanussi
Cardoso é muito mais que apenas alguém, com nome e RG, mas a essência de uma
alma, do bem, que integralmente se manifesta.
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