Soninha Porto

"me despi frente aos teus olhos               entregando-me toda prosa                   corpo       e       alma"               SP



Transformação
à Quintana


ouço e vejo fantasmas, poeta

quem sabe você não é um deles
bailando nas ruas de Porto Alegre
onde ainda bebe sua alma

ou correndo pelo Guaíba
irrigando terras
colhendo flores
se espraiando em oceano

seus retratos nas paredes
sua alma presa
no traço do olhar
espelho a refletir
o indecifrável

noites solitárias
e você ali sentado
lembrando os passos dados
o som do bater
do sapato nas calçadas
os caminhos, seus enredos

e os versos
que já não são mais seus
pulsam
a poesia está viva
rompeu fronteiras
passarinhou

e aqui
mais vivo do que nunca
é cada coisa do que se vê
sua alma virou sua terra
e todas terras do Brasil
viraram você


Parceria de Soninha Porto e Luiz Fernando Prôa




Cristal

te falei da minha janela aberta?
está ali sempre no mesmo lugar
às vezes me faz voar por ela
outras se fecha e uma lágrima cai
 




Brisa

No jardim
amores-perfeitos
dançam cores
borboletas em seus jeitos
beijam os beija-flores
suaves brisas em mim.
 




Desejo Doido

para ser poeta
basta caneta, papel
um bar e um céu
numa noite de luar

para fazer poesia
basta uma janela
uma coisa bela
o poeta sonhar

um amor no peito
de qualquer jeito
e um desejo doido
de voar
 




Fio

Entre o fio tênue
da consciência
e da loucura
dormem os sentidos
pele
corpo
tecidos em êxtase
a d o r m e c i d o s.
 




Eu Mulher

Eu mulher...
sou braço a enlaçar meus filhos
dou-lhes brilho
adianto seus passos.

Eu mulher...
dou calor e acarinho
meus seios a alimentar
afagos em meu ninho
sou a origem e as raízes
do que sinto.

Eu mulher....
tal qual guerreira
peleio pelos campos
luto em outros tantos
minha sina, trabalhar!

Eu mulher
de sol a sol, lavradora
de almas, corpos e vida
o meu possível, até o impossível
vitoriosa, protetora... Sou imbatível!

Eu mulher
olhos nos olhos
pensamentos e impressões
saudades e esperanças
mágoas e dissabores do viver.

Eu mulher...
num corpo que parece ágil,
às vezes temerosa, outras valente
mesmo sem ser nada, sigo em frente
desamores,  bem frágil
sempre!

Eu mulher...
tal qual rosa perfumada
entrego-me ao amor amante
que me cheira, em suspiros 
prova de meu mel
- meu destino, ser assim delicada.

Eu mulher...
aquela que se desdobra
sem medo da própria sorte
que se rende frente à morte
cala o ontem, trilha o agora
à espera do amanhã 
a minha hora!

 




Fluxo

Escrevo.
São tantos os sentimentos...
Me entrego,
deixo fluir a vida
para não perder um só minuto
do que nela habita.
 




Imagens

na quietude da noite
esqueci travas e máscaras
me despi frente aos teus olhos
entregando-me toda prosa
tal qual flor cheirosa
perfumando corpos e almas
 


pra fazer poesia                       basta uma janela                               uma coisa bela                     e o poeta sonhar



À margem

marginais dia e noite
em favelas penduradas
amoitadas em becos da periferia
anjos sem dignidade
o vento a escutar seus ais
horror sem castidade
no balanço dos corpos
crianças cunhadas
a ferro feridas pela maldade
pra sempre marcadas
 




Arbusto

Sou arbusto que verga
ajoelhado até o chão
no vento ou tempestade

espio o caracol
me escondo
no colo da terra

quando passam me ergo
com jeito de verão
cheio de vontade

brilho ao sol
venço o desafio
volto a foliar com as heras.
 




Alma poeta, por acaso

Coração palpita letras

procura abraço

mãos tracejam versos

o melhor traço

a alma atrevida

captura o que é bom

e veste poesia
 




Amor Virtual

A mor virtual,
            M iragem no meu deserto.
                    O ferto sonhos, versos, essências,
           R ecebo só reticências...
 
        V ivo sopros de amor,
        I mpulsos em silêncio,
          R evoadas de momentos.
             T ento o toque, o encontro,
             U m em dois e vice-versos,
           A té sofrer, sem poesia,
            L eves, breves fantasias.
 



Sônia Maria Ferraresi,
 

 Através do nome literário, Soninha Porto, homenageia Porto Alegre,
cidade que a adotou aos 4 anos de idade.

Gaúcha, pisciana, 3 filhos, de Cruz alta, Relações Públicas,
faz parte da diretoria da Casa do Poeta Rio-grandense
e é integrante dos Poetas Del Mundo.

Ativista cultural da internet, realizou em abril de 2007,
uma coletânea virtual com 52 poetas do Brasil,
amigos do orkut, divulgado no Recanto das Letras.

Participa de diversas antologias e coletâneas:

* Antologia Delicatta de Luiza Moreira, SP;

*Antologia do Café Filosófico das 4, comunidade do orkut administrada por Chris Herrmann;

* III Coletânea, Poesia, Conto e Crônica de 2007, da Casa do Poeta de Canoas;

* Coletânea “Nas asas da Paz”, da Confraria dos Poetas Del Mundo de Porto Alegre;

* Coletâneas “Poetas pela Paz e Justiça Social”, "Casa do Poeta Rio-grandense” e “15º Congresso Brasileiro de Poesia”, da Editora Alcance, de Porto Alegre.

 
Páginas pessoais


Site Recanto das Letras

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=11628

ESPAÇO ABERTO: CONEXÃO POESIA
http://espacoabertoconexaopoesia.blogspot.com/

OLHAR À FLOR DA PELE
http://soninhaporto.blogspot.com/


Páginas oferecidas por amigos:

Página da Lu Oliveira

http://groups.msn.com/LiteraturaBahiana/soninhaporto1.msnw

Página do Luiz Fernando Prôa
http://www.almadepoeta.com/soninhaporto.htm

Página do Selmo Vasconcellos
http://www.rondoniaovivo.com/exibenot0.php?id=32691

Página de Tatiana Monteiro
http://www.prosaemverso.com.br/index_soninha.htm

 


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23/10/2007