Rosa Pena

Perto
Perto,
não é onde a mão alcança,
é ouvir o mesmo som,
partilhar do mesmo tom.
compartilhar os passos
da mesma dança,
ser o outro prato da balança.
Perto,
não tem final
nem começo,
real ou virtual,
não está na lista,
de endereço.
Perto,
é sentimento,
faz parte do batimento.
Perto ,
só há um jeito.
Estar presente,
na batida no peito
Prioridade
Importa a quem,
se o dia amanheceu nublado,
o pão murcho,
o café amargo,
o jeans amarrotado,
o perfume vencido,
o ambiente sem luxo?
Importa meu bem,
o beijo esquecido.
Viro cisne sem lago
Rosa Pena
é carioca, poeta, professora, casada e tem uma
filha.
Amante da vida, chega quase a ser atrevida com ela.
Viciada em ler. Considera que a leitura é o grande guia
para educação sentimental.
Ler e escrever. Tentativas de decifrar enigmas. Criar
novos.
O sal nosso de cada dia no feijão com arroz.
Comida insossa é piada sem riso.
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Alma de
Poeta
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