
Mano Melo
LEBLON DOS BRACARENTES,JOBILADOS
E GUANABARINOS
Acordo
ao meio-dia no sábado de tempo bom.
Vou
fazer meu périplo
Pelo
bairro do Leblon.
Começo
na Rio-Lisboa,
Com um
suco, média tamanho triplo,
Um pão
na chapa e um ovo no ponto.
Sobre a
morena elegante que virou a cara
E
fingiu não me notar,
Depois
eu conto.
Mas tem
a ver com um lance
Lá no
Guanabara,
Em que
devorou uma pizza horrorosa
De
sardinha com lingüiça.
Custava
os olhos da cara,
E quem
pagou fui eu.
(Antes
fosse o Alceu,
Aquele
poeta - valença com alma de criança).
Depois
do café,
Caminhar
a pé
Do
Leblon a Ipanema.
Cruzei
com Maria Lúcia,
Uma
artista de cinema
Tipo
assim loura devassa,
Em
plena temporada de caça.
Perguntou
se eu tinha um baseado,
Ou
mesmo uma bagana.
Me
ofereci como seu amado,
Seu
ursinho de pelúcia,
Sua
onça sussuarana,
Seu
rato de banhado,
Mas só
podia lhe oferecer
Uma
pinga com limão.
Ela
respondeu: nordestinos não me despertam tesão.
Não
armei nenhum barraco.
Enfiei
a viola no saco
E fui
cantar noutra freguesia.
Já
passava das três horas,
Entrei
lá no Bracarense,
Dei de
cara com o Zequinha, o Popó e a Renata
Da
Academia da Cachaça
(Pena
que Annette Leibing foi morar em Toronto
Senão
estaria entre nós).
O
professor Eppinghaus conversava com o Queiroz,
O
alemão Günther e um português de Figueira da Foz.
Kiki,
Laurinha e o doutor Marcus Renato
Levavam
um papo cabeça com o Pedro Arquiteto
E o
Chico Granadero.
Chegou
o carequinha Nélson Ricardo
E uma
torcedora do Fluminense.
Que
belo traseiro!
Seu
nome? Maria Joana,
De
vulgo Maria Fumaça,
Que
escreveu na camiseta:
O que
vier a gente traça.
Cumprimentei
Ernesto, Chico e Dirceu,
Tomei
um chopp e saí fora
Com
Cláudio Lisboa e mais dois roteiristas do Renato Aragão.
Fomos
ao boteco do Joaquim
Na Rua
Cupertino Durão
(Alguns
preferem chamar de Rua do Cu Pertinho do Durão).
Dali
para o Tio Sam.
Estava
lá João Ubaldo
Acompanhado
daquela morena dançarina do Tchán.
Os dois
discutiam sobre Lacan.
Ela
pediu ao garçon: me trás um caldo,
Meu
Rei!
O cara
ficou tão nervoso
De ser
chamado de Rei
Por
aquela Rainha
Que ao
invés do caldo
Lhe
trouxe um osso
Mergulhado
na farinha.
Depois
saiu dançando numa perna só
Cantando
a musiquinha da eguinha pocotó.
No
Arataca da Cobal
Avistei
o Carlos Magno,
Figura
rara, magnânima.
Leu a
minha sorte e fez meu mapa astral:
Depois
que completasse sessenta
Eu
realizaria todos os meus amores
E
acenderia charutos com notas de mil.
Morreria
aos cento e trinta
Nos
braços de uma ninfeta de noventa.
Do
Arataca ao Gabriel dos Açores.
Encontrei
Saraceni , Soraya, Maria Gladys, Ricardo Ruiz,
Renato,Tavinho
Paes, Dalmo Castelo,
João
Fontes, Abel Silva, Antonio Pedro e Mano Melo.
Depois
chegaram a Eliane e o Chico Caruso.
O papo
estava confuso,
Mas
todo mundo feliz.
Antonio
Pedro discursava que o Leblon era uma selva.
Uma
selva de pedra - completava o Abel Silva.
- Selva
de pedra não,
A Ilha
das Maravilhas,
Rebateu,
exaltado, o Ruiz.
- Nem
ilha nem selva,
Uma
praia,
Discordava
o Renatão.
- Uma
praia carinhosa, uma prainha!
Fechou
Tavinho Paes, comendo um naco de pão.
- Data
Vênia! Data Vênia!
Anistia
para o chopp de vocês!
Discursou,
impoluto, o João Fontes:
- É
preciso fazer leis
Para
preservar nosso horizonte!
Dalmo
Castelo batucou na mesa
E criou
na hora um samba-exaltação:
Maria
Gladys é a rainha
A quem
o sol diz bom dia
E
Soraya uma sereia
Cercada
de tubarão.
Batamos
os copos,
Brindemos
olhando nos olhos!
Quem
brinda sem olhar nos olhos
Passa
sete anos sem trocar o óleo!
Já vi
onde termina o babado
Deste
sábado.
Menino,
Nesse
andar da carruagem,
Meu
bolso vai bater pino.
Se eu
passar no Bar do Tom
Talvez
o João Sérgio me ofereça umas cervas.
Ou vou
lá na Argumento,
Compro
o disco do Nelson Sargento
E lavo
o estômago com aquele chá de ervas
Que eles
servem no Café Severino.
Vou descendo a ladeira -
Sem
marcar bobeira, extrapolar meus porres
Nem
ficar bebum.
Encontro
o Alfredo, aquele jornalista do JB
De
sobrenome complicado.
Jurou
por Deus e por tudo de sagrado:
-
Deixei de beber.
E
convidou para uma dose de rum
No
Café Antonio Torres
Da
Letras e Expressões.
Beleza!
Assim poupo uns tostões
Para a
saideira.
E
saideira que se preza
Tem que
ser no Jobi.
Ó
Paiva! reserva uma mesa
Para o
meu chapéu.
Diz pra
Melissa Mell
Que
espere por mim!
O VAMPIRO CIRO
O
Vampiro Ciro é um vampiro muito pirado
Que é
vapor lá na Favela do esqueleto
É
também transador de vip-vap-o-rub
E tem
uns papos assim meio pro sub
Que é
como se sabe aqueles papos vampirescos
E tinha
umas pessoas que entravam numa de horror
Com
estes papos do Vampiro Ciro
E se
cruzavam em Credo-Em-Cruz
E esta
cruz tinha uma luz dentro que dava tiro
Ele
atravessava toda tarde do morro pra cidade
Distribuindo
sorvetes para as crianças de qualquer idade
Um
sorvete na idéia fazendo a maior lambança
Se
cuidando pra não sambar nessa dança de transar
Assobiava
um cigarrinho na descida da favela
E vinha
assombrando pelo esqueleto dela
Escola de Samba Fábrica de Anjos Favela
Rasgava
os ossos dela tirava uma costela
E
criava uma Maria Lata D'água na Cabeça
Mas
alguns diziam que o Vampiro Ciro era um grilo
Que era
um cara meio pro crocodilo
Que
tava numa de mamar vaca sem mamilo
Que já
estava com sangue de sorvete em pó
Transando
até merda de zebu com palha de milho
Cheirando
um, quilo de pó com grilo de ficar só
Mas
quando chega em casa e brinca com seu filho
O
sangue de sorvete vai perdendo o pó
E o
Vampiro Ciro
Vira
Ciro só
MADONNA
Quem
Meteu naquele xibiu?
Colheu o
Lambeu o
Na
Do Caesar Park
Neste
O
No
Na
Tchán tchán tchán tchán
Foi
Foi
Encontrei a Madonna na
Numa limousine
Mitsubishi
E incrustado num
Abriu a
- Entra
Vamos
A Madonna
E
Se vestiu de
E fez deste
O
Despiu-se de anéis
E chamou
-
Vamos
E estalou o
Vopt vopt
Vopt vopt
-
- É a Madonna!
- É a Madonna!
A Madonna estava
Ardia de
Num
Girou o pélvis
Sentou
E disse
Exigiu
Vendida Decadente
Tríade
Diana dos Caçadores
Orgasmo-síntese de
Clitemnestra do
Deitou-me ao
Guardou-me na
E chamou
Baby do Brasil
E gritou: Rá! Rá!
Abraçada

FUTEBOL
A
multidão canta
E
guarda
Na
garganta
O grito
de gol.
Cerveja
crente,
(Cerveja crente é cerveja sem álcool)
Guaraná,
Coca-Cola
Circulando
na galera
Mas...olho
vivo!
Que o
santo é forte
E o
andor,
De
barro.
Bobeou,
Dançou.
O velho
estádio
Está
cheio.
É uma
ilha,
Cercado
de paixões
Por
todos os lados.
As
torcidas são monstros alados
Com
plumas em cores
Vão entrando os jogadores
A
arquibancada explode.
Os
estilhaços chovem sobre o campo -
Em
fogos gritos bandeiras e
Fanfarras
O juiz
apita
E a
bola rola.
Dada a
saída,
A bola
é lançada
Para a
ponta esquerda,
Em
profundidade.
O
atacante vence o zagueirão,
Escora
de cabeça -
O
goleiro espalma para escanteio.
A noite
é de lua cheia.
As
entidades estão na hora do recreio,
Visitando
a vida.
Invisíveis,
Assistem
a partida,
Impassíveis,
Calados,
Acompanhando
o jogo dos encarnados,
Sem
torcer por time nenhum.
Para
eles,
Tanto
faz zero a zero
Quanto
10 a 1



CEARÁ RÁDIO CLUBE
Era uma
vez um cearense chamado João do Mar.
Nasceu
na Síria,
Cuja
capital era a cidade do Crato,
Uma
terra de fartura,
Capital
da rapadura
E
campeã mundial do carrapato,
Onde o
quibe nascia em árvores
E o
trigo do pão se colhia antes mesmo de plantado.
Uma
vidente com olhos de serpente
E ouro
branco nos dentes
Olhou o
rosto do menino
E
vaticinou seu destino:
Tua
vida está escrita nas linhas de tuas mãos
E não
será por aqui.
Deixe o
Vale do Cariri
E vá
pra junto do mar.
Dizendo
assim a vidente virou uma salada tabule
E
desapareceu numa nuvem de alface.
E assim
o menino sírio-cearense
Veio
pra Fortaleza,
Quando
o barato era passear
No
Passeio Público,
Onde
poetas impúberes ensaiavam os primeiros poemas.
O povo
conversava política e contava anedotas,
De
bobeira na Praça do Ferreira.
Aos
domingos,
Se
banhavam numa Praia de Iracema
Ainda
sem poluição
E sem
essa mixórdia beócia e imbecil de putas
E
gringos.
Não
haviam os bingos,
Não
havia a Aldeota,
Nem a
Beira Mar
Com
seus horrorosos espigões.
O velho
farol iluminava as dunas.
Fortaleza
era uma província pacata
Embalada
à brisa do Mucuripe.
Os
arrabaldes inda eram pura mata
Onde
luziam e vagavam
Luminosos
vaga-lumes,
Insetos
de luz própria.
Um dia,
João
do Mar espiou pela fechadura
Da
porta do tempo
E
vislumbrou o futuro
Que se
escondia por detrás do muro.
E este
futuro tinha um nome: co-mu-ni-ca-ção.
E
comunicação é que nem gripe:
Se
espalha nas ondas do ar.
E João
do Mar, o Visionário,
Fundou
nesta urbe
A
Ceará Rádio Clube,
E de
João do Mar
Passou
a ser conhecido como o João do Ar.
Se o
Brasil tinha a Rádio Nacional,
O
Ceará tinha a PRE 9,
Que o
povo, com carinho, chamava de Perrenove,
Todas
as emoções do mundo numa caixinha de sonhos:
"Faça
sol ou quando chove,
Ouça
sempre a Perrenove."
Roupa
bem lavada só com Sabão Pavão.
Quer
comida gostosa? Use Óleo Pajeú.
Alegria?
Faça a barba todo dia com Gillete Azul.
Humor.
Esportes. Notícias. Crônicas. Opinião.
Programas
de calouros. Programas de auditório
Que
não deviam nada aos de São Paulo e do Rio.
José
Lima Verde apresenta: Hora da Saudade,
Coisas
que o Tempo Levou.
Opinião
é com Paulo Cabral
O
cronista que só fala a verdade.
Nesta
cidade noiva do sol,
Os
homens escutavam o futebol
Na voz
de Cabral de Araújo.
Cadeiras
na calçada,
Falando
da vida alheia
E o
diabo a quatro,
As
comadres discutiam o último capítulo do Rádio Teatro,
O
Teatro verdadeiramente popular,
Avô
das novelas da TV.
Locutores,
cronistas, redatores, aprendizes,
Radiatrizes,
radiatores,
Cantoras,
cantores,
Astros
e estrelas
Tirados
do balaio:
Augusto
Borges, Narcélio Lima Verde, Laura Peixoto,
Moacir
Weyne, Teresinha Holanda, Laura e
Fátima
Sampaio.
Senhoras
e Senhores: com vocês,
Diretamente
do Edifício Pajeú:
Keyla
Vidigal, Salete Dias,
E o Rei
do Ritmo: Nozinho Silva!
João
Demétrio Dummar escrevia sua saga,
Grandes
nomes do rádio cantando por estas plagas:
Orlando
Silva, Silvio Caldas, Chico Viola, Zezé e Luiz Gonzaga,
Angela,
Dalva , Marlene, Emilinha -talentos pioneiros!
Trio
Nagô, Trio Irakitan, Jackson do Pandeiro!
O
Ceará nunca mais foi o mesmo.
E o
Tempo,
Que é
uma bola vagando a esmo,
Foi
tecendo seus mistérios.
João
do Ar virou um mito.]
Encontrou
Maria Lúcia,
Filha
de Demócrito,
Que
veio a ser a mãe de seus seis filhos.
E avó
de seus vários netos.
Hoje
Fortaleza é uma cidade moderna,
Entre o
mar e o sertão.
Grande
exportadora de tapioca
Para a
terra carioca.
Shopping
Centers a dar com o pau
Turistas
a doer na vista,
Fashion
Malls, roquenroll
Linhas
aéreas da Gol
Ligando
a lua com o sol.
Muita
máfia, muito espigão,
Muita
especulação.
Mas
existe uma flama,
Um
espírito ancestral,
Uma
alma coletiva.
João
Dummar, Demócrito,
Quintino,
Raquel de Queiroz,
Jáder,
Patativa.
Nossas
raízes,
Nossos
avós.
Uma
força, uma beleza,
Que
sempre permanecerá.
E viva
Fortaleza,
Capital
do Ceará

A LENDA DO POETA DA GARRAFA
Quando
eu era criança
Ouvia
no rádio um tenor
Dos
tempos da minha avó
Cantando
uma canção de amor
Que
vive em minha lembrança:
Era
quase uma balada,
A
canção intitulada
"A
Mulher Que Ficou Na Taça".
Me
lembro muito bem:
Contava
a estória de alguém
Morrendo
de beber
Por
amor de uma mulher
Uma
mulher sem coração
Rainha
da Orgia
O
libertou das correntes de aço
Nas
masmorras de seu palácio
E o
prendeu na doce prisão de seu abraço.
Ela lhe
queria fútil como um imbecil
Tributável
como um monte de telha
E
quotidiano como uma vassoura velha.
Ele se
tornou sutil como um réptil
Ágil
como um gorila
E livre
como um cavalo sem sela
Escapou
da armadilha
E se
refugiou numa ilha
Onde
não pudessem lhe achar
Mas a
beldade não se deixou enganar
E veio
sorrateira e tentacular
Como
uma aranha no cio.
Jogou
sua teia
E lhe
prendeu em seus fios.
E por
pura ironia
Só pra
fazer pirraça
E o
manter aprisionado
À sua
vida vazia,
Fez de
uma garrafa
A sua
moradia
Por isso
ele vive assim,
Engarrafado
Desde o
século passado
Sua
vida
Virou
um poço
De
dúvidas,
Nunca
mais foi tranqüila e nos trinques.
Foi
espremido pelas rodas dos tanques
E
servido como um drink
Para as
tropas ianques
Se
desdobrou em múltiplas vias
Sem
nada de concreto.
Se
perdeu pelo deserto
Com uma
grande sede
De
sabedorias.
Virou
um poeta
E um
mago adivinho
Queira
Deus não se quede
Para
sempre prisioneiro
Numa
garrafa de vinho
Quem
libertar o gênio da garrafa
Ele vai
satisfazer três desejos.
Desejo
número um:
Que
nunca lhe falte afeição,
Nem
beijos.
Desejo
número dois:
Viver
apenas as coisas essenciais -
Jogar
fora os anéis
E ficar
com os dedos.
Amor é
um jogo de dados.
Cupido
dispara seus dardos,
Um de
cada vez,
Direto
no coração.
Desejo
número três:
Dinheiro
no bolso chapéu panamá
E muito
tesão.
Depois
dessa fase
De
satisfazer desejos,
O
gênio se dissolveu em fumaça
E
entrou em metamorfose.
Hoje é
um velho sábio
Escrevendo
seus alfarrábios
Com um
sorriso nos lábios.
Ele
habita um banco de praça
Nas
esquinas de sua alma.
Cubram
seu frio com cobertores,
Este
pobre gênio que por mal de amores
E
paixão não correspondida,
Caiu
prisioneiro na garrafa da vida

SÚCUBOS E ÍNCUBOS
Súcubo:
demônio feminino
Que vem
pela noite copular
Com um
homem
Perturbando
o sono
e causando pesadelos
Íncubo:
demônio masculino
Que vem
pela noite copular
Com uma
mulher
Perturbando
o sono
e causando pesadelos
Súcubos
E Íncubos
são diabretes do mesmo nicho
Farinhas
do mesmo tacho
Fragmentos
de um mesmo todo
Desta
gangorra
é que se extrai a semente
Que dá
origem à Humanidade
E a
todas
Estas
hordas de bichos e gente
Que se
espalham pelo mundo inteiro
Em
campos e cidades.
Todo
ser vivo que respira no mundo,
Exceto
as plantas.
Estas
se reproduzem
por esporos,
Coitadas!
SUI GÊNERIS
Este é um país sui gêneris.
As putas gozam
Os cafifas se apaixonam
Os valentões apanham
Os ministros cantam e
As ministras dão.
Os machões também.
Os ladrões prendem
A polícia assalta
Os patrões fazem greve
Os ateus rezam
Os padres praguejam
Os catedráticos não lêem
Os analfabetos escrevem
Os banqueiros choram
Os mendigos dão esmola
Os gatos latem
Os cachorros miam
Os peixes se afogam
As frutas mordem
As formigas dão leite
As vacas põem ovos
As galinhas têm dentes
Então,
Quer parar
De me cobrar
Coerência,
Pô!
Assista:
Quem transou com a Madonna no
Brasil?
de Mano Melo
É só clicar na seta.
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