
Mano Melo
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O LAVRADOR DE PALAVRAS
APRESENTAÇÃO
O LAVRADOR DE PALAVRAS,
encenação poético-teatral
concebida e interpretada pelo poeta e ator MANO MELO,
mescla poesia e
teatro numa estrutura simples:
o poeta diante de sua mesa de trabalho, em
diálogo sensorial
consigo mesmo e com o seu público, trazendo para o
contemporâneo
a tradição viva da oralidade na poesia brasileira.

Amor e paixão, Deus e Liberdade, política, humor
e crítica
social pontuam a narrativa, através de um universo
que engloba ícones reais e
imaginários, vampiros e divindades:
Madonna, Garrincha, Fernando Pessoa, Mário
de Andrade,
Rilke, Patativa do Assaré. Desta mistura, surge um espetáculo
intimista,
expondo as vicissitudes do ser diante da vida.

O espetáculo utiliza poucos recursos cênicos,
o que ressalta
a verdade das palavras e a emoção do ator,
o que facilita a adaptação da
montagem para palcos diversos.
Assim como Brecht inventou seu Teatro Épico,
Mano Melo,
com O LAVRADOR DE PALAVRAS,
lança os fundamentos de seu Teatro
Poético.

Estreou na Casa da Gávea, Rio de Janeiro, em 2000.
Depois,
cumpriu temporada em Fortaleza
(Teatro Sesc Emiliano Queiroz e apresentação
especial
ao ar livre no Centro Cultural Dragão do Mar).
No mês de março de
2001, fez sua re-estréia no Rio de Janeiro,
Teatro Cândido Mendes, Ipanema.
É
um espetáculo versátil, sendo apresentado
também em festivais de teatro,
feiras de livros e
congressos de literatura.
Em dezembro de 2001, foi encenado
no evento Papo Cerrado,
encontro de literatura realizado na cidade de Cuiabá
(Teatro Sesc Arsenal).
E tem cumprido uma trajetória itinerante, em teatros,
congressos e encontros teatrais e poético-literários.

O TEXTO
A poesia de MANO MELO e seu modo peculiar
de
interpretação são bastante conhecidas do público.
Alguns de seus poemas,
como O Vampiro Ciro,
Sexo em Moscou e Madonna, percorrem o Brasil,
interpretados
por ele mesmo ou na voz de outros poetas e atores.

O roteiro de O LAVRADOR DE PALAVRAS é uma seleção
de poemas
de várias fases do autor, quase uma autobiografia poética.
Inclui desde poemas
antigos até as safras mais recentes.
Alguns deles foram falados aos quatro
ventos, através do mundo.
Circularam em livros ou pequenas tiragens
tecno-artesanais,
xerox, encadernações, posters, camisetas, fanzines, jornais,
revistas, fitas cassetes, compact discs, vídeos.
Outros, inéditos, iniciam
suas trajetórias.
A busca do poeta é transcender-se através do brinquedo das
palavras.


O LAVRADOR DE PALAVRAS
Investimento
Base de cachê por espetáculo: R$ 2000,00
Mais:
Passagens ida e volta, Hospedagem, AlimentaçãoNo Teatro (ou local de apresentação) é imprescindível: CD PLAYER
e
Operador de luz.
OBS: no caso de o teatro não dispor de um operador de luz,
tem que incluir um
na equipe, com passagens e hospedagem.
Se a temporada for para mais de um espetáculo, esta base de cachê pode ser renegociada como um pacote, e sofrer redução.
Textos, roteiro, interpretação, direção, produção
e concepção do
espetáculo - MANO MELO
Cenário - Liane Monteiro
Fotos - Daniel Mattar, Ricardo Malta, Paulo Jares
manomelo@openlink.com.br

Crítica
"O LAVRADOR DE PALAVRAS é surpreendentemente engraçado e profundo. Mano
Melo é um sensível observador que faz explodir a contemporaneidade poética
que a gente não consegue enxergar"
CLAUDIA ALENCAR, poeta e atriz
"Mano Melo é a tradição vida poesia. Poeta-show!"
PEDRO BIAL, jornalista, poeta e cineasta
"O LAVRADOR DE PALAVRAS é o melhor espetáculo que vi nos últimos meses.
A gente respira o Brasil."
ANA HELENA GOMES, jornalista
"É surpreendente a revelação de Mano Melo como ator porque, como poeta, ele já é consagrado."
PASCHOAL MEIRELES, músico
"Um poeta urbano, contemporâneo, ao mesmo tempo antigo
e rural. Mano Melo é fundamental".
ANTÔNIO GRASSI, ator e ex- Secretário de Cultura do Rio de
Janeiro,
presidente da Funarte ( Fundação Nacional das Artes)

com Zezé Motta
VIVER DE POESIA
Minhas primeiras leituras importantes foram estórias em quadrinhos,
até que ganhei de presente um livro de contos de fadas
e uma adaptação para crianças do Don Quixote.
Mais tarde, quando eu estava aí pelos dez anos,
um tio desistiu de casar e precisava de um lugar
para guardar seus pertences.
Então a minha casa de infância ganhou algumas
estantes cheias de livros, literatura brasileira, principalmente.
Jorge Amado, Zé Lins, Érico Veríssimo.
Li tudo que tinha nas estantes.
Passei a frequentar livrarias, sebos, bibliotecas,
a garimpar poetas e poemas.
Ler passou a ser mais importante que jogar futebol.
Quando cheguei no Rio, ainda adolescente,
descobri nas estantes de meu tio João
a Poesia Completa do Fernando Pessoa,
a edição em papel bíblia da Aguilar.
Minha vida deu uma reviravolta e nunca mais foi a mesma.
Sempre interpretei poesias, minhas e dos
poetas que eu amo.
Desde moleque, desde que me entendo por gente.
Quando fui estudar teatro, gostava mais de interpretar
poesias do que construir personagens.
Passei dez anos fora do Brasil e ao chegar de férias,
na virada de 79 pra 80, o reencontro com a língua
foi uma emoção tão forte que não deu mais pra morar fora do país.
Estava com as gavetas cheias de escritos, tentei publicar,
mas as editoras não se interessavam.
Nem eu tinha grana pra bancar uma edição decente,
só pequenas tiragens artesanais.
Descobri que para divulgar meus poemas,
bastava sair por aí soltando o Verbo.
Desde então é o que venho fazendo: soltando o verbo.
Interpretar poemas é um ato de fé.
Trazer dentro de si a certeza da necessidade da Poesia,
de que poesia também pode ser espetáculo.
E um espetáculo muito divertido.
Escrever e dizer poemas é bom, muito bom.
Um dos objetivos que tenho comigo é fazer tudo que for
possível para expandir cada vez mais o público da Poesia.
O Brasil sempre foi um manancial de
grandes poetas.
Em todos os movimentos de nossa história,
houveram poetas na linha de frente.
Haja visto a Inconfidência Mineira, utopia sonhada por poetas,
Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto, etc..
Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Oswald,
Mário, Drummond, Bandeira, Quintana são ícones,
partes de nossa memória coletiva.
Já falei meus poemas do Rio Grande do Sul ao Acre,
e em todo lugar encontrei apaixonados pela poesia,
em povoados, cidades grandes e pequenas.
Abnegados editando livros, revistas,
circulando em pequenos jornais.
Estão plantando sementes.
Se aparecem alguns poetas verdadeiros e viscerais
a cada década, já estamos bem servidos.
Importante é manter viva a chama.
Meu projeto para a vida inteira,
enquanto me for dado respirar neste mundo:
escrever, escrever e escrever.
Interpretar, interpretar e interpretar.
E amar. Porque aparte o amor, tudo o mais é só preenchimento. Axé.
Viajar pelo mundo me deu a dimensão de
que o mundo não é só aqui.
Mas isso não é preciso viajar muito pra saber.
Apenas comigo foi assim. Um chamado nômade.
Vivenciar o mundo, tatuar na pele dos sentidos.
Um dos aspectos que marcam mais a quem fez uma viagem assim,
sem amarras e aberto ao que vier, é que todos os teus
liames culturais, quem você é, sua cultura,
o que você sabe, ou pensa que sabe,
todas as referências perdem o sentido, tudo é em aberto.
Você tem que reaprender tudo de novo, até mesmo a falar.
Apenas o mais essencial de você mesmo é que permanece.
A poesia permaneceu. Ganhou em espontâneidade.
Esqueceu as técnicas. Descobriu novas técnicas.
Ficou a mesma coisa. Só que mais profundamente no sentir.
Não é preciso viajar pra chegar a isso.
Apenas comigo foi assim. É a minha experiência.
Àlvaro de Campos olhou para uma tabacaria
e viu a terra inteira, mais a Via Láctea e o indefinido.
Fernando Pessoa viveu quase toda a sua vida peregrinando
pelo mesmo bairro, um mundo entre dez ou quinze esquinas de Lisboa.
Ele fez uma viagem importante na infância,
pra Durban, e em Durban teve uma formação inglesa.
Poderia ter sido um escritor inglês, construir sua obra em inglês,
mas preferiu ser lusitano.
A grande viagem do poeta é no universo das palavras.
Tenho fé na palavra, escrita e
falada.
Dizer poesia para um público atento é um prazer inenarrável.
Os recitais de poesia estão atraindo pequenas multidões,
existe uma necessidade de poesia,
poesia é também diversão e esclarecimento.
Vejo que existe algo de muito forte acontecendo nessa
onda de poesia falada, recitais de poesia.
Somos apenas um elo dentro disto tudo.
É algo assim como aquela tocha das Olimpíadas.
Tem que levar a chama, ir passando através das gerações.
Em algum ponto do universo tudo faz sentido.
Existem poemas que são para serem
interpretados,
e outros são mais para serem lidos.
Esta questão da oralidade nasceu muito cedo em mim,
naturalmente sempre gostei de ler em voz alta tudo que escrevo.
É bom poder ouvir e dizer poesia.
Como também é bom ler poesia, um prazer mais sozinho,
uma experiência de recolhimento.
Quando tenho a intuição de que tal e tal poema
vai funcionar muito se falado, vou buscar o ritmo dele,
vou buscar as nuances. É um trabalho diferente de escrever,
mas é a mesma coisa. Como se fosse uma outra etapa,
um segundo movimento de uma mesma música.
Posso dizer que meus poemas trazem uma
forte brasilidade.
Uma questão de vivência. Uma das fontes do poeta são
as memórias de infância, de sabores,
cheiros remotos, afetos, brincadeiras, amigos,
namoradas, sensações que ficaram para sempre em algum
lugar recôndito da alma.
O poema Repentes, por exemplo, nasceu de minhas memórias
mais remotas do Ceará, de onde saí aos 16 anos.
Uma inspiração que me ficou dos repentistas que vi,
em férias no sertão, na casa de meu avô,
arrancharem na varanda da casa para pernoitar,
da população das redondezas que se deslocava
para ouvir versos e cantorias. Isto é algo muito forte em mim.
E também de ter sido um menino de Fortaleza,
da beira do mar de Fortaleza.
E todos os autores universais que me habitam,
Pessoa, Whitman, os Beats, o rock and roll, samba, baião,
Sartre, Van Gogh, Rilke, Rimbaud, Baudelaire,
mais Drummond, Bandeira, Patativa e Jorge de Lima,
o que você leu e viveu, uma salada de tudo isso.
Uma mistura urbana, cosmopolita.
Universal sem deixar de ser nacional.
Mas sem xenofobismos.
A maneira ideal da poesia chegar ao
grande público seria via TV.
Brasileiro é muito ligado em TV. Um programa de TV dedicado
à poesia seria ótimo.
Com um formato adequado, poderia ser um programa da boa audiência.
Outro bom meio seria se os grandes jornais publicassem poesias,
como já publicaram. Mas isto não vai acontecer agora,
eles ainda não descobriram. E as coisas são como são.
Temos que usar os meios que temos a nosso dispor.
Poesia é uma arte para pequenas multidões.
Quer dizer, na época de Maiakovsky,
os russos lotavam grandes teatros e até campos de futebol,
para ouvir poesia. Outro bom meio é através da Internet,
vejo com muito otimismo esta proliferação de sites de poemas
que rolam na Internet. Mas não sou um navegador contumaz.
E também tem que tomar cuidado,
porque poema na rede corre o risco da pirataria.
Quando chego em qualquer
cidadezinha,
tem sempre um jovem poeta distribuindo panfletos,
editando fanzines, folhetos, cds, livros.
É importante esta agitação,
poesia não foi feita para ficar na gaveta.
O que é realmente bom, a História vai selecionar.
Pessoalmente, os recitais me ajudam
muito a circular minha poesia,
muitos dos meus poemas se popularizaram através dos recitais.
Além disso, me ajuda a vender meus livros,
já que sou minha principal livraria.
É um excelente meio de divulgação.
Chegam convites de muitos lugares.
Além disso, poder dizer meus versos para as pessoas
me dá muito prazer, me faz muito feliz.
Enquanto Deus me conceder o privilégio de reunir
pequenas multidões para me ouvir, já considero uma grande conquista.
Mas quem sabe um dia não poderei interpretar poemas
no intervalo de um jogo da seleção brasileira no Maracanã?
Tudo é possível...
Poemas se fazem com todas as
metáforas.
E com nenhuma. Poesia é feita de símbolos.
Doutora Nise me disse um dia que era preciso não
descascar os símbolos,
que os símbolos não são cebolas para serem descascados.
Creio que nós, poetas e escritores,
escrevemos o mesmo livro durante a vida inteira.
Meu poema mais recente começou no momento
da minha vida em que escrevi o primeiro verso.
A missão do escritor é escrever.
Escrever o melhor possível.
Tentando sempre se superar, ir mais longe, buscar sempre o melhor.
Uma vez, na Índia, numa cidade chamada Panaji,
certa noite de insônia, incertezas e inquietações,
à guisa de oráculo, abri a Bíblia ao acaso e caiu numa
frase que considero a melhor definição para a arte do escritor.
E adaptando, para qualquer gênero de arte.
Era do apocalipse de São João e dizia assim:
"Escreve, pois, as coisas que vistes, as que são e as que hão de
ser".
É o que venho fazendo durante toda a vida.

com Numa Cyro
RECITAL SHOW
APRESENTAÇÃO
O MANO MELO RECITAL SHOW
apresenta os melhores
poemas de MANO MELO e poetas de sua predileção,
trazendo para o contemporâneo a tradição viva da
oralidade na poesia brasileira.
Amor e paixão, Deus e Liberdade, política,
humor e crítica social pontuam o recital,
necessitando poucos recursos cênicos, apenas um microfone de pedestal,
som de retorno para o palco,
a verdade das palavras e a emoção do poeta.
A poesia de Mano Melo e seu
modo peculiar de
interpretação são bastante conhecidas do público.
Seus poemas percorrem o Brasil,
interpretados por ele mesmo ou na voz de outros poetas e atores.
O roteiro do RECITAL é uma
seleção de poemas de várias
fases do autor, quase uma autobiografia poética.
Inclui desde poemas antigos até as safras mais recentes.
Alguns deles foram falados aos quatro ventos, através do mundo.
Circularam em livros ou pequenas tiragens tecno-artesanais, xerox,
encadernações, posters, camisetas, fanzines, jornais, revistas,
fitas cassetes, compact discs, vídeos, rádio, programas de TV.
Outros, inéditos, iniciam suas trajetórias.
A busca do poeta é transcender-se através do brinquedo das palavras.
INVESTIMENTO
Base de cachê por
espetáculo:
Escolas e teatros: bilheteria, com garantia de uma quota mínima de 700 reais.
Convenções de empresas, Congressos, Feiras, etc:1000 reais
FORA DO RIO DE JANEIRO
Base de cachê por
espetáculo: 1000 reais
1 Passagem ida e volta ( * )
Hospedagem (hotel, em aposentos individuais)
Alimentação
Traslados na cidade
(*) Fora do Estado do Rio
ou distâncias de mais de 500 km: passagem aérea para o aeroporto mais próximo
ao local de apresentação.
No local da apresentação é necessário: microfone com pedestal.
Retorno de som para o palco.
CONTATOS: TELS: 0XX 21 2512 4056 / 9837- 3134
manomelo@openlink.com.br
VIAGENS E
AMORES

primeiro romance do poeta MANO MELO
No Brasil do governo Médici, a juventude procurava a saída do labirinto. Uns escolheram a guerrilha, outros encontraram seu espaço no mercado de trabalho e inventaram seus truques de tocar a vida, suportando o peso dos anos de chumbo. Outros ainda embarcaram no sonho psicodélico, antenados com o que acontecia no resto do mundo, a explosão da cultura pop e da contracultura. Woodstock era um fenômeno recente, o rock and roll era a trilha sonora, as drogas eram vistas como um meio de expandir a consciência, as novas gerações vivenciavam novas utopias. Muitos jovens do mundo inteiro foram para a estrada, viajando sem rumo, em busca de um ideal romântico de Liberdade, remando contra a maré, num caminho inverso ao da sociedade estabelecida. A Meca, o grande ponto de encontro destes viajantes era Goa, na Índia.
O brasileiro Scaramouche Araújo foi um destes jovens que ganharam a estrada. O romance, narrado em primeira pessoa, acompanha a trajetória do personagem em Goa e outros lugares da Índia, os templos do Nepal, as montanhas inóspitas do Paquistão, o Afeganistão às vésperas da invasão russa. E o longo caminho que sai do Afeganistão e, através do Irã, Turquia, Grécia, Alemanha e outros países da Europa, leva a Amsterdam, na Holanda, com seus clubes alternativos, bandas de rock, cafeterias e casas de chá, cidade em que se estabelece por cinco anos. Scaramouche narra ainda suas passagens por Portugal, Espanha, França, Bélgica e Marrocos. Uma viagem por três continentes, com suas aventuras, perigos, comédias, desalentos, esperanças, pontuada por muitos, muitos amores, amores de estrada, o eterno dentro do efêmero.
Mano Melo é bastante conhecido, por seu livro O Lavrador de Palavras, que deu origem também a um espetáculo teatral, e pelos inúmeros recitais de poemas que realizou em todo o Brasil, individualmente, e nos quatro anos de existência do Ver o Verso (Mano Melo, Alexandra Maia, Claufe Rodrigues, Pedro Bial), grupo de poesia que agitou o panorama cultural de 1999-2002, com recitais no Rio e em dezenas de cidades brasileiras, capitais e interior. Atualmente participa da novela América (elenco de apoio), no papel de Severino, o porteiro do edifício de Alex (Thiago Lacerda).
Agora, o poeta está lançando seu primeiro romance, Viagens e Amores de Scaramouche Araújo. A época são os longínquos anos 70 do século passado, quando a humanidade passava por uma grande revolução de costumes, a pílula era uma invenção recente e não havia o terror da epidemia.
Se não encontrar nas livrarias de sua cidade, poderá ser encomendado pela loja virtual www.submarino.com.br
"Agora, o poeta nos brinda com este livro de memórias, histórias, aventuras e escaramuças – ficção que brinca de realidade e vice-versa, oferecendo-nos uma visão de dentro do embrião que deu origem a muitas das mudanças e conquistas visíveis hoje na sociedade".
Claufe Rodrigues – Jornalista, roteirista e poeta
"Mano Melo, cantador de versos que dançam no ar com fina precisão, nos surpreende agora com aventuras da prosa em seu livro Viagens e Amores de Scaramouche Araújo. As viagens ícones de toda uma geração libertária que queria mudar o mundo através de caminhos transgressores são reveladas agora na certeza de quem viu, viveu e sobreviveu...É escrita de mestre lavrador. Da boa palavra."
Beatriz Guanabara – Jornalista
"O Poeta Mano Melo faz da palavra magia e do romance pura poesia."
Cristina Bethencourt - Atriz
"Mano Melo é poeta brasileiro, dos melhores da atualidade. No romance com toda certeza vai brilhar também".
Manoel Carlos – Poeta e
novelista
Mano Melo a
cada passo escreve sua história com tinta de fogo, assim como sua poesia repleta
de labaredas e faíscas que nos atingem e deixam suas cicatrizes do bem. Que o
calor de suas palavras sejam sempre abrigo, bálsamo de fogo amigo.
Luiz Fernando Prôa - Escritor e poeta
As
aventuras de Mano Melo
Mano Melo é uma
das figuras mais simpáticas dos meios intelectuais cariocas. O leitor
certamente já terá visto em algum recital de poesia esse arretado cearense que
declama de chapéu de palhinha branca, com uma cara muito safada, seus poemas de
rimas estrambóticas e dotados de uma agilidade que nos deixa sem fôlego. Além
de produzir com enorme facilidade uma poesia cheia de verve - e a palavra aqui,
embora francesa, não chega a exprimir as malandragens, safadezas, peraltices
que aparecem assim como quem não quer nada em seus poemas imensos, que só
mesmo a sua prodigiosa memória consegue decorar -, ele agora estréia na
ficção com o romance Viagens e amores de Scaramouche Araújo, lançado
pela Editora Five.
Para ver se, em prosa, o mano tem a mesma manemolência, corremos à leitura - e, sai de perto, que o livro é uma tijolada, um coice duplo no peito daqueles ingênuos que ainda pensam no on the road de Kerouac, ou acham que descobriram a chave do talento lendo As portas da percepção, de Aldous Huxley. Mano Melo, nos anos do hippismo, fez a trouxa e se mandou por Europa, França e Bahia em busca do sentido profundo da vida. Encontrou toda espécie de detritos escatológicos, ratos, baratas, percevejos, comeu a erva que o diabo cozeu, peregrinou por 17 anos por Ceca e Meca (literalmente) e só não morreu de hepatite ou overdose porque Deus é baiano e estava de plantão.
O livro conta essas peripécias, quase incríveis, mas devidamente comprovadas pela riqueza dos detalhes, os itinerários, os nomes certos dos caminhos, cidades e vielas. Ficamos em dúvida no que diz respeito à quantidade de louras suecas e de outras nacionalidades que apresentaram seus passaportes para o carimbo do mano. Mas como o título fala em viagens e amores, as primeiras adquirem realidade pela espantosa capacidade descritiva do autor e os segundos provavelmente pela riqueza de sua imaginação. (Ivo Barroso)
Viagens e Amores
(dedicado a Scaramouche)
Abro o livro e
rumo ao desconhecido
mochila nas costas
espírito aberto
sigo o amigo
A cada
página que passa
a imagem de Scaramouche
mais e mais se apaga
e o rosto de Mano
forte e sonhador
toma conta da paisagem
Sorvo as
letras como sopa
vivo as histórias como minhas próprias
e me encanto
A cada
canto, a cada extremo, a cada espanto
minha alma canta, cresce, avança
Juntos,
enfrentamos perigos, sufocos
prazeres, deslumbres, de tudo um pouco
Amo cada
uma das mulheres que ele amou
abraço os amigos, xingo e bendigo
cada pedra do caminho
Acendo um
chillum com a reverência devida
a vida ensina, cada gole, cada tapa
trás em si a sintonia
Me
descubro e me perco
em meio ao anseio do novo
aprendo que cada porto
é a porta do recomeço
Sinto que
está na hora de partir
e repartir a companhia
com aqueles que a cada dia
buscam o renascer
Fecho seu
livro
não como um dever cumprido
mas como num desembarque
de uma viagem que já é saudade
Meu guia
se despede num aceno
e ruma para onde o vento o levar
me despeço ainda preso as paisagens
agora folhas na calçada
impregnadas com a aura de dias verdes
Até a
próxima viagem
que as novas aventuras e amores
deste andarilho brasileiro
se façam romance
com pétalas e aroma de flores
Luiz Fernando Prôa
VOLTAR
MANO MELO é poeta, ator, roteirista.
Desde 1979, quando retornou ao Brasil após viajar
por dez anos através do mundo (América Latina, Europa, Ásia e África),
interpreta seus poemas em teatros, tevês, rádios,
bares, centros culturais, ciclos de poesia e congressos literários,
universidades, escolas, até mesmo praças e praias,
no Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil,
capitais e interior. Com sua poesia,
Mano Melo já se apresentou do Rio Grande do Sul à Amazônia.
Tem
formação de ator pelo Conservatório Nacional de Teatro
e estudou filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ,
não terminando o Curso.
Publicou sete livros de poesia.
Participou
como ator em vários filmes,
como André Cara e Coragem, The Bread (Holanda),
O Cangaceiro Trapalhão, Os Trapalhões e o Mágico de Orós,
Os Trapalhões na Serra Pelada, e O Homem da Capa Preta.
Fez curso de roteiro com Syd Fields.
Em
2004, fez parte do elenco dos seguintes filmes:
As Gêmeas do Pacujá, curta metragem em desenho animado
em que é o narrador, direção de Otávio Escobar.
Itaipu, curta metragem. Mais Uma Vez Amor, de Rosane Svartzmann.
As Filhas do Sol, em fase de realização.
Na
televisão, teve participações em Chico Anísio Show,
Dóris Pra Maiores, Abenteuer Unbergriffen (seriado para a TV alemã),
e nas séries de teleteatro O Pagador de Promessas e
O Auto da Compadecida, da TVE, na novela Mandacaru,
da TV Manchete, como o cangaceiro Balaio -
além de pequenos papéis (elenco de apoio)
em novelas como História de Amor, Viralatas,
A Força de um Desejo, Aquarela do Brasil, Um Anjo Caiu do Céu,
Porto dos Milagres (como o operário Felício),
O Clone, Coração de Estudante, Carga Pesada,
Da Cor do Pecado, Cabocla.
É autor de vários roteiros institucionais para projetos
de educação da Fundação Roberto Marinho,
e de dias temáticos para o Canal Futura.
Em 2003, participou durante seis meses das Noites de Humor,
com Chico Anísio, no Rio Design Center Leblon e
Rio Design Center Barra, interpretando suas poesias.
No Teatro, seus trabalhos mais recentes são Guerreiras do Amor,
de Domingos Oliveira, direção Jayme Periard,
e Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare,
no papel de Puck, direção de Paulo Reis.
E o monólogo de sua autoria O Lavrador de Palavras,
espetáculo itinerante que estreou na Casa da Gávea, em 2000,
e depois no Teatro Candido Mendes.
A partir daí, é apresentado como um espetáculo
itinerante em diversas cidades brasileiras, como Cuiabá,
Fortaleza, Baependi, Juiz de Fora, Belo Horizonte,
Belém, Maceió, entre outras.
Recentemente, além de seu trabalho individual,
fez parte do projeto de poesia Ver o Verso, junto com Pedro Bial,
Alexandra Maia e Claufe Rodrigues.
O grupo se apresentou durante três anos,
de 1999 a agosto de 2002, uma vez por mês,
no Rio de Janeiro, sempre com casa cheia,
e percorreu várias cidades brasileiras, por teatros,
centros culturais, feiras de livros e congressos de literatura,
em São Paulo, Porto Alegre, Passo Fundo, Belo Horizonte,
Tiradentes, Itabira, Salvador, Fortaleza,
Maceió e Belém. Abriu os festejos do centenário
de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, MG,
encerrando com histórico recital no dia 31 de outubro de 2002,
aniversário de cem anos do poeta,
no Theatro Municipal do Rio de Janeiro,
junto com a orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.
Em novembro de 2002, Mano Melo participou do projeto
Poesia faz escola,
uma série de dez recitais em diversas cidades
do estado do Rio de Janeiro,
para alunos de segundo grau das escolas públicas estaduais.
Em agosto de 2003, apresentou no
Bar Churchill do Meliá Brasília Hotel,
o recital Eros, Leros e Boleros,
junto com Cassia Kiss e Claufe Rodrigues.
Recital que voltou ao mesmo local, em janeiro de 2004,
com Mano Melo, Claufe Rodrigues, Carla Marins e Gabriel O Pensador.
Em 17 de março de 2004, apresentou-se no recital
Tributo a Jorge de Lima, por ocasião da
reedição das obras completas do grande poeta alagoano.
No Leblon Lounge, Rio Design Center Leblon,
Rio de Janeiro, junto com Claufe Rodrigues,
Camila Pitanga, Maitê Proença,
Cássia Kiss, Carla Marins, Giulia Gam.
Em julho de 2004, abriu o show de lançamento do novo
CD de Roberto Frejat no Canecão, Rio de Janeiro,
para um público de estimado em mais de 3000 pessoas.
Em agosto de 2004, participou do Tributo aos Camaleões,
homenagem aos 20 anos de estréia do grupo de
Poesia Os Camaleões,
com Pedro Bial, Claufe Rodrigues, Luiz Petry,
Mônica Montone, Gabriel O Pensador, Cássia Kiss.
Se
você gostou, escreva para:
manomelo@openlink.com.br
Ou indique o endereço:
www.almadepoeta.com/manomelo.htm
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