Farta de
Ver
Desço
sobre as montanhas
E nas ondas ouço os estrondos dos chicotes
Cortando as águas do mar
Farta de ver
As nuvens varrendo o céu levando ao longe o amor
E a felicidade feito pluma sobre as alturas
E desliza a alma plainando sobre o céu uma lágrima
Farta de saber
Que no mundo a vida foge
Na felicidade de outro mundo
Acolhe-me senhor
E de bom grado
Minha felicidade há de cochilar sozinha.
Meu
Inteiro
Não
dominaria meu pensamento teimoso
Na fração em que reparto meu inteiro
E sutilmente receio não ser essa
Mas a outra alma que tenho
Sem virtudes, povoada de inconfessáveis verdades
E no olhar confuso vejo uma criança estraga –prazeres
E eloqüente são os artifícios
De sempre fazer barulho
Quando tudo em mim é silêncio.


