

Luiz Fernando Prôa

Brasília
Momento
Mágico
agora é
tanto
que tudo é pouco
para dizer o quanto

Bienal Rio 2007
Preferência
gosto de dar cara a tapa
expor o peito
não ter medo de
fogueira
o que me faz a cabeça
é isso que na veia pulsa
a surpresa de quem vai à luta
e degusta a vida
não tenho medo de ridículo
pagar mico é risco
de quem busca o prazer
gosto mesmo é do imprevisto
da alma do momento vivo
viver é o ápice do vício
única droga que insisto

Na gravação do vídeo Trem da Poesia - Corcovado -
Rio de Janeiro
Convergência
não somos o centro do universo
nem partículas perdidas ao vento
somos um ponto ao centro, um verso
num poema quântico escrito no tempo
somos o que somos, átomos densos
no quantum de cada íntimo elemento
somos o mínimo repleto de infinito
um
universo dentro de nós mesmos

Parque das Ruínas - Rio de Janeiro
De braços abertos
esse par de
braços
que estendo
abraça o mundo
enquanto é tempo
sei que cada momento
é tudo o que tenho
e o agora tudo que existe
de braços abertos
me entrego
e abraço os amigos
enquanto os vejo
no recanto seguro
do que amo e sinto
a alma, espaço sem limites
mesmo quando estou triste
e o pranto é tanto
e a dor é toda
não sei como nem quanto
guardo nos braços um abrigo
me curo, me dando
esse é meu gesto
exponho o peito sem medo
sem dúvida, inteiro
e a quem queira
me entrego

Academia Brasileira de Letras - Rio de Janeiro
Noturno
venha com o sabor da noite
chegue e esqueça a hora
sou teu pela madrugada
até o último beijo da aurora

Brasília - DF
Guarida
em teus braços
tudo ganha
mais espaço

São Paulo - SP
Submerso
tem dias
que a tristeza
tem o peso
do universo
sinto-me
náufrago
preso
às correntes
que me cercam
queria o ar
como bálsamo
a meu peito
submerso
queria apenas
amar cada dia
dos dias
que me
restam

Salvador - BA
Ideal
tem gente
que é tão doce
que se mais fosse
era poesia

Congresso Brasileiro de Poesia 2007 -
Bento Gonçalves - RS
Paciência
diz agora
a palavra que cala
essa ânsia da alma
infinitos segundos
minutos
e horas
diz pra mim
uma prece sem pressa
que acalme a espera
desse início
sem meio
nem fim
fala tudo
sem meias verdades
sem metáforas/imagens
sobre caminhos
atalhos
e rumos
sussurra ao vento
como aplacar a ferida
nessa urgência de vida
enquanto o instante
é apenas
um
grito

Gravando clip/poema na Ilha Grande/RJ 2009
Sagração
todo dia
quando o sol nasce
nasce também
dentro de mim
como milagre
me descubro vivo
toco a luz
assumo os sentidos
todo dia
morro e sobrevivo
me apego ao que sou
desapego dormindo
como arte
vivo por um fio
cada minuto
o ápice de tudo
todo dia
quando o sol nasce
é assim
agradeço
e peço bis

Nova Friburgo - RJ
Inconfessável
têm coisas que soam em silêncio
que voam ao vento
que só nós sabemos
têm horas que a vida é senhora
nos pede o agora
sem arrependimento
cada um é refém do momento
ator de um roteiro
sem culpa ou querendo
só resta em certas horas
guardar segredo
até de nós mesmos

Gravando o clipe Poemas Curtos de Amigos, em
Trindade - RJ
Mãos ao alto
como desligar o automático
quando no lábio o sorriso
é plástico
e cada palavra, mesmo sensata
não guarda emoção
é volátil
como voar sem ter asas
- essas que nascem dos sonhos -
quando o chão
é fato
e toda certeza é não tê-la
toda beleza é feia
e tudo parece
tão chato
não dá para desligar a tristeza
quando ela entra na veia
e nos toma
de assalto

Fliporto 2008 - Recife - PE
Foto
passo a passo
capto as cores
do dia
melodia composta
de imagens, cheiros
e sons
a brisa sopra
a lagoa
me toca
e bebo
toda a alma
do momento
não sou
mais alguém
que passa
sou paisagem
de um click
do tempo

Serra Gaúcha - RS
Coreografia
deixar fluir
o movimento
nossa dança
ao som
do universo
entregar-se
ao
momento
essa chama
atração
do incerto
ousar tocar
o firmamento
é o que
clama
a canção
deste verso

FLIP 2008 - Parati - RJ
Proximidade
Ah!
se eu pudesse dar um grito
dizer o que me pede a alma
na calma doce de um suspiro
neste momento, aqui e agora
saltar por cima do abismo
e vivo, ouvir o eco da fala
tua voz cálida a meu ouvido
saber-te por perto, já basta
Ah!

Fórum Social Mundial 2008 - RJ
Persistência
chuto a gol sempre
nem sempre a bola entra
às vezes acerto a trave
outras destruo vidraças
o que salva é que insisto
esse é meu gol de placa

Durante gravação do vídeo/poema De Braços
Abertos
Declaração
(a
meus
amigos)
gosto
quando quem gosto
me procura
isso me tira
a clausura
liberta meus olhos
gosto
de quem fala
com ternura
isso sara
fraturas
aquece meu cosmos
gosto
do que é
eterno
amizade
é o verso
onde transbordo

O que vale
sou esse que tu vês
com marcas do tempo
completa nudez
me entreguei ao sol
às emoções
à loucura
cada dia
repleto
de rua
toda noite
completamente
lua
sou este que te fala
a cada segundo
mais marcas
entregue a tudo
que ainda valha
um sorriso
um amor
uma lágrima

Fórum Social Mundial 2008 - RJ
Realidade
mergulhar no mundo
ver-se ali
envolto nele
e bebê-lo
arriscar-se
para quem ama
e sonha
não há medo
ir além
renascer
cada dia
aventura
ser feliz
é a meta
todo resto
loucura

Em escola municipal de Bento Gonçalves/RS - 2007
Morada
volta logo
para
casa
meu colo
te aguarda
sem pedir
nada
volta plena
sem a pressa
da estrada
mas trás
a brisa
na mala
volta assim
bem leve
brasa
te espero
em pele
e alma

Prisão de segurança máxima para político safado!
Descarrego
violência
corrupção
baixo astral
poesia
como antídoto
contra o mal
Assista os vídeos onde falo
poemas do livro De Braços Abertos.
Falando Poemas de Amigos

Luiz Fernando Prôa
É
carioca, bacharel em Ciências Contábeis,
fotógrafo, vídeo-maker,
terapeuta holístico, poeta e escritor.
Está presente em várias antologias, jornais e sites de cultura.
Participou com destaque em diversos concursos literários.
Escreveu para três revistas de circulação nacional.
Produtor e editor do site de cultura
Alma de Poeta www.almadepoeta.com (desde 2000).
Diretor do Sindicato dos Escritores do RJ (2001/2004).
Tem dois livros de poesia editados: Alma de Poeta (1999),
Retratos da
Alma (2001)
e
outros três prontos para edição:
Visões da Nova Era (crônica), Maria Helena, Aprendiz do Amor (romance)
e De Braços Abertos
(poesia).
Se você
gostou indique o endereço:
www.almadepoeta.com/luizfproa.htm
Ou escreva para o e-mail do autor:
luizproa@uol.com.br
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