.Retratos da Alma



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Alma de Poeta
                                                   
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Um olhar na escuridão

 

Na penumbra da noite

atravesso a sala,

é impossível evitar os tropeços,

A luz da Lua

nem a tudo revela.

Levanto-me

e miro um rosto

que em meio às trevas me desnuda.

Onde já teria visto estes olhos?


Via-os tristes e distantes,

Velejando em mar bravio

extenuados na luta.


Naqueles olhos fixos em mim

vi urgência de respostas,

vi dor, vi revolta.


Certa é a linguagem do olhar,

conta tudo

sem meias palavras.


Quis tocar aquele rosto,

dar-lhe colo, consolo,

ensiná-lo a ser feliz.


Pena eu não olhar pra mim.


Minhas mãos tocaram em algo frio.


Doce ilusão,

o que eu via na escuridão,

era um espelho de prata,

com meu rosto refletido

e minha alma escancarada.

 

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Só você

 

Doce aroma que dos lábios derrama

Linda flor em perfume e nobreza

Energia que me deixa em chamas

Diamante de intensa pureza

 

Como é bom o seu leve tocar

Tão sublime seu jeito de amar

Voz macia que me toca na alma

Colo quente para todas as horas

 

Só você tem a magia das fadas

A certeza de saber o que quer

Melodia de seus olhos transborda

O amor... é você... Mulher

 

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O toque

 

Ela

Com suas curvas sensuais

Navega em meu corpo

Revela os contornos

Que nem eu mesmo sabia

 

Fria

Me retalha em dor

E em fatias desiguais

Vivo saudades invernais

De seu calor ausente

 

Quente

Sinto em seu toque conforto

Ardente como sol de magia

Que afaga, ampara, arrepia

Colhendo em mim pétalas de amor

 

Por favor

Não me deixe a imagem do aceno

Pois se longe, me foge a razão

Quero a voz da palavra dos dedos

Tua linguagem é o toque, mão
 

 

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Luz que não se apaga



Na vida conhecemos tanta gente,

tantas personalidades diferentes.


A maioria a gente nem sente,

são como fantasmas, transparentes.


Alguns são como luz,

acendem, apagam,

sua inconstância nada produz.


Outros, bem poucos,

nos deixam marcas profundas,

trazem a sensibilidade que abunda

e um coração repleto de amor.


Que Deus conceda por favor,

todo o perfume de uma flor,

a quem na vida deixa marcas,

que é gente,

que é luz que não se apaga.


Que se destaca,

e nos banha de calor,

pois é represa,

a transbordar

de tanto amor.

   

 

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Fragmentos das flores



Quisera saber a razão de um raio de sol,

quando faltam sorrisos,

flores de mim mesmo.


Arco-íris de belezas que já não me tocam,

são raios sem luz,

trovões sem estrondo.
 

Quisera meu peito pulsar retumbante,

mas falta o som do tambor,

que se esconde e vai longe.


Pôr de sol a fechar minhas pálpebras,

em lágrimas cor de sangue.


Lua cheia em sensações brancas,

mansas, brandas até de mais.


Se eu voar tão alto quanto as nuvens,

talvez veja ao longe

detalhes de meu ser,

fragmentos, marcasferidas, desamor.

Quem dera,

alguém se importar com as dores,

que matam as esperanças das flores,

mas que ainda assim, elas insistem,

com seus perfumes e suas cores.

mesmo que não caia a chuva,

ainda que o Sol se esconda.


Pois mesmo indiferentes,

deixam no ar o clamor da espera,

o brilho da alma em pequena semente,

o adubo do amor que alimenta a terra.



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