.Retratos da Alma
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Alma de
Poeta
© Copyright 2000 / 2007 by Luiz Fernando Prôa
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Na penumbra da noite atravesso a sala, é impossível evitar os tropeços, A luz da Lua nem a tudo revela. Levanto-me e miro um rosto que em meio
às trevas me
desnuda. Onde já teria visto estes olhos?
Velejando em mar bravio extenuados na luta.
vi urgência de respostas, vi dor, vi revolta.
conta tudo sem meias palavras.
dar-lhe colo, consolo, ensiná-lo a ser feliz.
o que eu via na escuridão, era um espelho de prata, com meu rosto refletido e minha alma escancarada.
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Doce aroma que dos lábios derrama Linda flor em perfume e nobreza Energia que me deixa em chamas Diamante de intensa pureza
Como é bom o seu leve tocar Tão sublime seu jeito de amar Voz macia que me toca na alma Colo quente para todas as horas
Só você tem a magia das fadas A certeza de saber o que quer Melodia de seus olhos transborda O amor... é você... Mulher
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Ela Com suas curvas sensuais Navega em meu corpo Revela os contornos Que nem eu mesmo sabia
Fria Me retalha em dor E em fatias desiguais Vivo saudades invernais De seu calor ausente
Quente Sinto em seu toque conforto Ardente como sol de magia Que afaga, ampara, arrepia Colhendo em mim pétalas de amor
Por favor Não me deixe a imagem do aceno Pois se longe, me foge a razão Quero a voz da palavra dos dedos Tua linguagem é o toque,
mão
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Na vida conhecemos tanta gente, tantas personalidades diferentes.
são como fantasmas, transparentes.
acendem, apagam, sua inconstância nada produz.
nos deixam marcas profundas, trazem a sensibilidade que abunda e um coração repleto de amor.
todo o perfume de uma flor, a quem na vida deixa marcas, que é gente, que é luz que não se apaga.
e nos banha de calor, pois é represa, a transbordar de tanto amor.
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Quisera saber a razão de um raio de sol, quando faltam sorrisos, flores de mim mesmo.
são raios sem luz, trovões sem estrondo. Quisera meu peito pulsar retumbante, mas falta o som do tambor, que se esconde e vai longe.
em lágrimas cor de sangue.
mansas, brandas até de mais.
Se eu voar tão alto quanto as nuvens, talvez veja ao longe fragmentos,
marcasferidas,
desamor. Quem dera, alguém se importar com as dores, que matam as esperanças das flores, mas que ainda assim, elas insistem, com seus perfumes e suas cores. mesmo que não caia a chuva, ainda que o Sol se
esconda. deixam no ar o clamor da espera, o brilho da alma em pequena semente, o adubo do amor que alimenta a terra.
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