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Eu
Extrapolei
Todos os limites
Que me deixavam
Presa a viver a risca
Padrões impostos
Por uma gama
De conceitos regidos,
Comportamento exigido
Pelos bons costumes
Pressenti a farsa no ar
Tenho faro de loba
Faro de mulher, de louca
Vivo mente e coração
Sentimento, visão e emoção
Quero ser esposa ou amante
Nunca estação intermediária
Jamais aceitarei migalhas
Minha liberdade...
É o discernimento
Deixei para trás os limites
Sou uma mulher de alma nua
Sou mulher sol, sou mulher lua

Nua
Oh...
meu amor!
Para
que tantas defesas
Se estamos
juntos
Para
consumarmos
O nosso amor
Que tanto nos
fascina
Estou me
desnudando
Para nos
amarmos
É necessário
Que você também
Se desnude
Olhe... estou
nua e
Transparente
Para você
Venha ver
Meu universo
E desvendar
O meu mistério.

Velha Casa
Ternuras
deixaram de expressar
Palavras
deixaram de ser ditas
Não tendo mais sorrisos nos lábios
Laços de amor destruídos
Sementes não mais germinaram
Amores não mais cultivados
Abraços sonegados
Relíquias destruídas
Os pássaros deixam de cantar
Não existe mais melodia
Para ser ouvida nos jardins
Daquela velha casa de campo
As flores não existem mais
Histórias foram apagadas
Em detrimento da ganância
Da família daquela velha casa
A disputa
feneceu a paz.


Pérolas
Meu sol
de paz e doçura
Pulsando fora de mim
Tua vida é
minha vida
Em fusão
indefinida
Ontem, hoje e
eternamente
Em falar-te
desse amor sem fim
Meu anseio é
tanto
Lírio da aurora
nascente
No fundo de meu
olhar
Tenho lágrimas
e estrelas
É como flores
e, ao recolhê-las
Quando surge de
mansinho
Teus beijos de
luz a brilhar
Tuas carícias
são pérolas de água pura

Carícias
Tuas
carícias são pérolas de água pura
Teus
beijos de luz a brilhar
Quando surge de
mansinho
É como flores
e, ao recolhê-las
Tenho lágrimas
e estrelas
No fundo de meu
olhar
Lírio da aurora
nascente
Meu anseio é
tanto
Em falar-te
desse amor sem fim
Ontem, hoje e
eternamente
Em fusão
indefinida
Tua vida é
minha vida
Pulsando fora
de mim
Meu sol de paz
e doçura.

Amanhecer
Em cada
amanhecer
Uma
nova trilha
Uma caminhada
interrompida
Novo olhar para
o futuro
Brota no peito
Feito cascata
das florestas
Florindo a
buscar o sol
Mesmo com medo
Frente aos
obstáculos
A cada dia,
tarde ou noite
É reiniciar
Uma nova vida
Para novas
emoções
Um novo ciclo
É sempre lutar
Pelo novo
amanhecer.

Abraço
Quero ter teu abraço
Enlaçado junto a mim
Entregando-te meu desejo
Confundindo o teu corpo com o meu
No entrelace da vida e da paixão
Amamo-nos com sofreguidão
E somos um só de corpo e alma
Fluindo o êxtase mágico com murmúrios
Mãos que acariciam deixando-me
Como uma ave aflita e meu corpo
Transformando em desejos ardentes
Sentindo teu corpo quente de suas mãos
Suas carícias vão me envolvendo
Na madrugada sem tempo
E nem hora para estarmos juntos
Sempre com poesias, versos e prosas.

Sino do
amor
É
O
Sino
Tocando
Os sonhos
Espalhando
Fé renovando
Coral cantando
Anjos entoando
Sinfonia do amor
Suavizando a dor
Pincelando as flores
Com coloridos multicores
Blim! Blom! Amor em cores

Nosso Amor
Em
homenagem ao nosso amor misturei as sete notas
Musicais para criar uma música que
marcasse para sempre
Esta nossa
paixão avassaladora e vem a vontade de decifrar
Este mistério
do seu olhar misturado com um sorriso maroto
Meus desejos
estavam escondidos e você fez renascer
Sinto teu corpo
junto aos meus e teus anseios com vontade
De abraçar-me e
sentir o pulsar de meu coração junto ao teu
Com as mãos
trêmulas começo a delinear teu rosto
Passo a mão em
sua boca e na suavidade de sua pele
Teu perfume
inebriante emana pelo ar aroma mel
E neste momento
sentimos somente nós dois no mundo
Quero-te
eternamente e sei que não será eterno
Não importa que
não seja eterna esta sensação
O que importa
que meus ouvidos segredam notas
Ditas como
música com palavras salientes e doces
Entre sussurros
desconexos você adormece em meus braços.

Roseira
A roseira tristonha
Espinheiro infernal
Espalhando maldade
Infortúnios e vergonha
Mal que fica no mal
Faz tóxico e lodo
E roseira fica tristonha
Com as maldades espalhadas
A roseira expandiu-se
Lançando lindas jóias
Vermelhas em botões
Luzindo sua formosura
A roseira floriu com
Sol brilhante no céu
Quem procurou o bem
Faz-se bem dia-a-dia.
Amizade é a roseira
Tem espinhos que ferem o coração
Mas sempre terá uma rosa formosa
Demonstrando gratidão...

Borboleta
Eu rodopio o
corpo como asas de borboleta
Para ir ao
encontro do meu amado que sumiu
Minhas asas são frágeis mais meu coração é forte
Vou pousar em seu ninho para abraçá-lo com amor
Através de meus olhos enxergo seu coração
Irei entregar meu néctar com sabor de mel
E vou balançar sua alma através de nossa canção
Polinizarei a essência das nossas emoções
Nos sentiremos soltos no tempo e no espaço
Como o vôo das borboletas quando soltas no jardim
Na explosão do êxtase dos amantes nos abraçaremos
E serei eternamente sua mulher borboleta com asas
douradas
Com dedicação, farei poesias sobre nosso amor
Meu coração te pertence e aqui não terá solidão
Sempre terá a borboleta esvoaçando e abrindo as asas
Para te amar e
te aconchegar junto ao coração.

Escreve
Escreve na folha em branco
Um pássaro que voa
O ninho é a idéia a produzir
Amor, verdade, engano e luz
Escreve com anseio
Pensamento na criação
Aperfeiçoando a cada dia
Iluminando e conduzindo
Escreve escolhendo
Assunto, verbo ou frase
Reconforta e constrói
Levanta e ensina
A inspiração do poeta
Chega aprimorando
Mesmo que seja breve
Transformando em amor.

Graciela Leães Alvares da
Cunha
Nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1962.
Filha de Aníbal Fernandes
Alvares da Cunha e Nara Leães da Cunha.
Concluiu o curso de Direito na Faculdade Luterana do Brasil – ULBRA, em
Canoas/RS. Advogada Trabalhista e Especialista em Direito do Trabalho
Empresarial.
Reside em Santa Maria/RS. Tem uma filha, Carolina e dois netos,
João Victor e Anna Victória, que são seus amores na sua vida.
Começou a escrever ainda
adolescente, porém foi tolhida,
pois falavam que não valia a pena e não tinha futuro.
Há nove meses, com uma grave síndrome de pânico e uma depressão em alto grau,
a escrita voltou de onde nunca deveria ter saído.
Ao voltar a escrever teve a
influência vários poetas do Orkut,
que muito ajudaram. Tem como paixão Mário Quintana,
além de grande poeta seu conterrâneo.
É Membro Efetivo Academia Virtual Brasileira de Letras - Cadeira 764
Livros:
1. Os Efeitos Jurídicos da União Homossexual, ed. DATACERTA, Porto Alegre/RS, 1999;
2. Antologia dos Poetas Virtuais, 1º Livro de Contos, organizado por Magali de Oliveira.
3. “REFLEXÕES PARA BEM VIVER” (coletânea), Delicatta IV em 2009, organização Luiza Moreira.
4. E-BOOK – “ Renascer” – Com a apresentação Jane Rossi, onde consta 40 poesias
Endereço: http://www.caestamosnos.org/Autores/Graciela_Cunha/Lancamento.htm
5. Antologia da Alma, lançamento para 2009.
6. “As cartas que nunca mandei”, lançamento para 2009, projeto Marcelo Puglia.
7. “Latinidade Poética”, lançamento para 2009, projeto Marcelo Puglia
8. “Antologia Alma Brasileira”, lançamento para 2009, projeto Sandra Stabile.
9. “Graciela da Cunha em Duetos – E-BOOK – lançamento para final de janeiro/09
10. Antologia Delicatta IV - para 2009, projeto organização Luiza Moreira
11. Antologia “SONETOS DE AMOR E DE ORAÇÃO”, Editora Litteris
12. “Renascer”, lançamento para julho/09 – livro solo
Se você gostou indique o
endereço:
www.almadepoeta.com/graciela_da_cunha.htm
E envie seu comentário para o e-mail da autora:
graciela_glac@hotmail.com
Mais poemas da Graciela em:
www.almadepoeta.com/gracieladacunha.htm
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26/01/2009