Moacyr Félix

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Falar de Moacyr Félix é falar sobre um grande ser humano, 
um grande poeta e um grande homem de seu tempo.

Se eu pudesse visualizá-lo espiritualmente, certamente o veria 
como um anjo envolto em grandes asas brancas, tendo numa das 
mãos uma espada e na outra um coração.

A espada é sua disposição de luta. Com coragem sempre a usou, 
como caneta, na defesa de ideais humanitários e da justiça social.

Usou-a também na produção de sua vasta obra, 
com qualidade, precisão e beleza.

As asas, são as asas do sonho, de um ser capaz de voar e ultrapassar
 distâncias com sua força e determinação. Do alto, possuidor de uma visão 
global de mundo, planou sobre as letras, tingindo-as de cores 
fortes, reais e de verdadeiro valor. 
Com a brancura das asas, buscou a paz através da justiça.

Suas sandálias, já gastas de tanto solo percorrido, 
trilharam com disposição incomum as dificuldades do caminho. 
Arriscaram-se por estradas que colocaram em risco a própria 
segurança de seu condutor, em nome de ideais maiores. 
Mas essas sandálias não se gastaram apenas carregando o peso de 
sua grande personalidade. Em seus braços, o poeta carregou 
com carinho toda uma geração de novos poetas, 
demonstrando a grandeza de seu espírito, 
na forma de companheiro, de amigo, de ser útil a coletividade, 
preocupado com a promoção do homem.

Moacyr Félix mostra em sua trajetória, as qualidades de um grande 
homem. Aquele que não trabalha para comer, 
mas que faz de seu trabalho e de sua vida uma grande obra de arte, 
direcionando seu labor em prol de um ideal maior 
e amparando suas ações no maior dos valores, 
aquele inquebrantável e mais sublime dos predicados de um homem, 
o amor.

Daí carregar o coração em uma das mãos. 
Ninguém faz da vida uma obra de arte especial 
sem utilizar de todas as potencialidades do coração. 
Sem amar ao trabalho, aos homens e à vida, 
executando esse sentimento a cada ato vivido.

Coroando e fazendo justiça a toda uma vida literária voltada a 
positividade  e a crença no ser humano como agente 
transformador de sua própria realidade, nosso amigo Moacyr, 
recebe o aplauso nacional através da premiação de seu último
 livro editado , Introdução a Escombros (Bertrand Brasil/201 páginas). 
Esse livro recebeu no ano de 2000 os maiores prêmios 
literários brasileiros: da Academia Brasileira de Letras, 
do Pen Club, da Biblioteca Nacional, 
do Sindicado dos Escritores, da União Brasileira de Escritores, 
além do cobiçado Jabuti.

Fico por aqui nas minhas humildes observações 
sobre o poeta brasileiro que em abril de 1986, 
em ligação direta do Rio de Janeiro para os tripulantes
 da espaçonave Myr, na órbita da Terra, 
leu um poema seu que comemorava os 25 anos 
da subida do primeiro astronauta, Yuri Gagarin, 
ao espaço. Logo abaixo, reproduzo trechos de comentários, 
sobre aquele que é considerado um dos maiores 
poetas brasileiros vivo, feitos por renomados escritores. 
Finalizando com uma invejável biografia literária.

Porém não basta invejar, 
é preciso seguir o exemplo deste grande homem, 
deste grande poeta brasileiro, 
deste imenso coração, 
Moacyr Félix.


                          Luiz Fernando Prôa

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Comentários sobre o poeta.


Moacyr C. Lopez
, romancista e Presidente do Sindicato dos 
Escritores do Rio de Janeiro.

"É um dos currículos poéticos mais importantes, inclusive, porque nos anos mais dramáticos da sociedade brasileira, os anos de chumbo dos militares, ele praticou uma poesia socialista, contundente e importante. Não era apenas uma poesia ideológica, mas social. E por ser social, universal e própria dos brasileiros. Então ele é um poeta que merece todas as glórias. É uma das figuras com mais de 40 anos de poesia e que tem enriquecido a poética brasileira. Ele tem o respeito de toda a literatura das últimas gerações, da geração dos anos 50 até as novas gerações. É muito respeitado e conceituado como representante da verdadeira poesia. O escritor, geralmente, não pega em armas. A sua arma é a caneta, hoje, o computador. Ele foi e ainda é um lutador. Lutou contra diversas situações dos anos horríveis por que passou o Brasil. Ele merece todo o nosso respeito como combatente, usando a poesia em nome do povo."

 

Carlos Nejar
, Membro da Academia Brasileira de Letras, 
poeta, professor e tradutor.

"Moacyr Félix é o testemunho corajoso de um tempo obscuro, desse país. Ele soube fazer isso com altura artística, com força."



Afonso Arinos de Mello Franco
, Membro da Academia Brasileira de Letras, embaixador, político, poeta e autor de vários livros.

"Um do maiores poetas vivos do Brasil hoje. O calor humano, a energia, a integridade, a beleza que exala dos versos de Moacyr Félix são uma alegria, um exemplo e um estímulo para todos nós. Eu repito: É um dos maiores poetas vivos do Brasil."

 

Marcos Almir Madeira, presidente do Pen Club do Brasil.

"O prêmio nacional, de literatura, Pen Club do Brasil, instituído em 1956. Prêmio alcançado por Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Gilberto Freire, e outros, desta vez coube a Moacyr Félix, na categoria poesia. 
E um fato incomum foi ele ter sido quase  que unanimidade, em um prêmio que é produto de consulta que se faz aos Estados, ter sido quase que unanimemente consagrado."


Cícero Sandrone, crítico literário, ensaísta, vice-presidente da ABI 
e jornalista de renome.

"...sua poesia, como a gente viu no livro Neste Lençol, possui uma alta carga poética. Como todo poeta ele também está ligado ao erótico, e sua poesia também é uma poesia da paixão."



Astrid Cabral, poeta, tradutora, escritora e mulher do poeta Afonso Félix.

"É um fato o engajamento com que Moacyr tem com os problemas sociais do Brasil, com as causas humanitárias. Uma poesia ligada à realidade brasileira e internacional. Moacyr tem uma obra inteira dentro de uma tradição de poesia engajada, ligada ao social, que é sua marca distintiva."



Alberto da Costa e Silva, diplomata aposentado, ensaísta, tradutor e 
autor de livros de prosa e poesia.

"É um poeta extremamente seguro e sobretudo, um poeta que escreve versos para todas as pessoas. Ele tem uma linguagem densa, altamente emocional, mas que se comunica de imediato."



Maria Amélia Melo, escritora, tradutora e editora chefe da José Olympio Editora.

"É um poeta do pensamento, da filosofia. Ou seja, é um poeta com um embasamento de vida em que vida e obra se misturam, se confundem pela maneira com que ele encara o seu projeto de vida. Então eu acho que a sua poesia espelha isso tudo: as suas convicções, os seus projetos, as suas lutas da vida inteira. Então, quer dizer, é um homem que trabalhou a vida toda pelos seus ideais, seus projetos, de humanização, de socialização, de descoberta do homem. É um homem culto que tem uma base filosófica e política muito grande e isso reflete na poesia dele. É um poeta especial, de uma obra construída, extremamente sensível. É um homem muito preocupado com o destino do homem, da humanidade. Então é um poeta engajado, atento à vida, ou seja, um poeta de primeira linha."

                                                                                                                                            Matéria e fotos obtidas no Enseada Jornal nº 4

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Biografia

Moacyr Félix (de Oliveira) nasceu no Rio de Janeiro em 11 de março de 1926. Fez o antigo curso primário e parte do antigo ginásio em Juiz de Fora, Minas Gerais. De 1939 a 1941, já no Rio de Janeiro outra vez, concluiu o ginasial no colégio Santo Inácio, onde também fez um curso complementar de Direito da Universidade Católica do Rio.

Ainda como estudante de direito, e depois como advogado, trabalhou no Departamento Jurídico da Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas (Caeeb), de 1946 a 1949.

Em 1950, foi convidado oficialmente pelo governo francês para prosseguir seus estudos na França, na qualidade de étudiante patronné, seguindo até 1953 vários cursos de filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Paris (Sobornne). Foi aluno, então, de grandes nomes como Etienne Souriau, Jean Poirier, Jean Wahl, Merleau-Ponty e Gaston Bachellard. Em 1953, estudou filosofia com o prof. M. Goueroult, e psicologia e história das artes plásticas com os profs. René Huyge e Pierre Francastel, no Collège de France. Ainda em Paris, trabalhou, durante dois anos, como redator e locutor de um programa de Radiodifusão e Televisão Francesa para a América Latina.

De volta ao Brasil, em 1954 e 1955, foi membro do Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (Ibesp). Em 1954, fez parte da equipe de redação da revista literária Marco, e de 1954 a 1956 integrou a comissão de redação da revista Caderno do Nosso Tempo, do Ibesp (sendo o seu ensaio mais conhecido o publicado sob o título "Aspectos da Questão Colonial", no nº 2 dessa revista).

Nos anos de 1955 e 1956, foi redator e locutor de um programa semanal sobre poesia e literatura, que ia ao ar pela Rádio Ministério da Educação e Cultura do Rio de Janeiro.

De 1956 e 1958, foi o responsável pela seção de poesia e escreveu artigos de crítica e balanços literários no Para Todos, jornal de cultura do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), dirigido por Jorge Amado e Oscar Niemeyer, e redator-chefe Moacyr Werneck de Castro.

De 1955 a 1960, colaborou com poemas, entrevistas e artigos, em vários jornais, como o Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Diário Carioca e Jornal do Brasil. De 1955 a 1962, fez parte também do conselho de redatores e redator-chefe do Jornal de Letras. Em 1962, escrevia ao domingos, no Diário de Notícias, a seção "Radiografia de um livro", dedicada a autores de filosofia, sociologia, política e economia.

Em 1962 e 1963, foi organizador e prefaciador de três volumes da série Violão de Rua, seleção de vários poemas de vários autores em livro de bolso, feita para o Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes (UNE). Não obstante o enorme sucesso de publico e crítica alcançado pela série, esta foi interrompida abruptamente pelo movimento militar de 1964, que a exibiu e a definiu na TV como "exemplo de literatura subversiva" malgrado todos os esclarecimentos dados por M.F. sobre o caráter estético-filosófico que adotaria como critério cada vez mais contrário à aceitação de dogmatismo, estalinismos, maniqueísmos, formalismos ocos, prosaísmos demagógicos ( Ênio e M.F. haviam programado a série para 15 números cada vez mais estruturados por uma seleção cada vez mais exigentes de qualidades como criação cultural, pois o que se queria era abrir outros caminhos, além dos já validamente existentes, para o desenvolvimento de outros aspectos da vida na poesia brasileira).

Ainda em 1963, Moacyr Félix foi um dos fundadores do Comando de Trabalhadores Intelectuais (CTI), que teve a adesão no Rio de Janeiro de mais de quatrocentos intelectuais de todas as áreas das artes, da literatura, da ciência e das profissões liberais. Em 1964, foi eleito membro do Conselho Deliberativo deste comando.

Foi também diretor, de 1963 a 1971, da Coleção Poesia Hoje, da editora Civilização Brasileira, que juntamente com as coleções Poesia Sempre e Poesia Viva, publicaria mais de uma centena de poetas, em sua maioria jovens estreantes de várias partes do país, e alguns já então se consagrando ou consagrados, como Carlos Nejar, Paulo Henriques Brito, Manoel de Barros, J.C. Capinam, Salgado Maranhão, Paulo Mendes Campos, Affonso Romano de Sant’Anna, Mário Faustino, Joaquim Cardozo, Dantas Motta, Nauro Machado, Geir Campos, José Godoy Garcia, Fernando Mendes Viana, Ivan Junqueira (como tradutor dos Quartetos de T.S. Eliot), entre muitos outros.

Nesse meio-tempo, em 1965, foi membro do conselho diretor, e depois, de fins de 1966 até 1972, foi diretor da coleção Perspectivas do Homem, que compreendia mais de uma centena de livros de filosofia, política, sociologia, estética e economia, publicada pela Civilização Brasileira, então de propriedade do grande editor Ênio Silveira, que a dirigia em nome de contribuições culturais como eixos de conscientizações no existir do Homem.

Em 1965, Moacyr Félix fez parte do conselho de redação e depois secretário da famosa Revista da Civilização Brasileira, editada por Ênio Silveira. Em 1966, tornou-se diretor desta revista, que foi um verdadeiro marco cultural na história do país, ajudando a formar toda uma geração de brasileiros. No mesmo ano, foi também um dos idealizadores, junto com Ênio Silveira, da editora Paz e Terra. Durante anos, até 1972, ocupou ali o cargo de diretor. Ali, ainda, foi secretário, desde a fundação, e diretor, em 1969, da revista Paz e Terra, fundada em julho de 1966 e criada, como a Revista da Civilização Brasileira, com o objetivo de ser centro de autores e idéias favoráveis aos valores do humanismo e à incrementação filosófica de movimentos como os da Teologia da Libertação. Escreveu poesias e artigos para esta revista.

De julho de 1978 a março de 1982, foi o editor-chefe da revista Encontros com a Civilização Brasileira, que correu o país de ponta a ponta, com a intenção de levar artigos e textos filosóficos e políticos e sociológicos à inteligência e ao sentimento de milhares de leitores.

Em 1981, idealizou e dirigiu uma coleção de grandes pôsteres-poemas, com textos ilustrados de alguns dos principais poetas brasileiros, editados por Philobiblion, Masao Ohno e Roswita Kempf.

Em agosto-setembro de 1983, e abril-junho e julho-setembro de 1985, foi diretor, ao lado do poeta Carlos Lima, do jornal-tablóide Alguma Poesia, exclusivamente dedicado à publicação de poetas.

Em abril de 1986, Moacyr Félix foi protagonista de um feito inédito em nosso país. Em ligação direta do Rio de Janeiro, leu para os tripulantes da espaçonave Myr, na órbita da Terra, o seu poema que comemorava os 25 anos da subida do primeiro astronauta, Yuri Gagarin, ao espaço. Simultaneamente, seu texto era transmitido em russo para toda a União Soviética.

Foi coordenador e diretor de editoração da Fundação Rio-Arte, do Instituto Municipal Rio-Arte, de 1987 a 1988, publicando a Revista do Brasil dedicada a Villa-Lobos, o nº 1 do Ano I da nova fase da revista Caderno Rio-Arte e o jornal cultural Letras e Artes, além de vários livros. Em 1990 e 1991, foi membro do conselho editorial da revista Novos Rumos, do Instituto Astrojildo Pereira, do PCB.

Moacyr Félix sempre foi um intelectual ativo na vida cultural e política do país. Assinou, colaborando na sua redação, muitos dos manifestos dos intelectuais apresentados desde 1961, no Rio de Janeiro, reivindicando o respeito aos direitos humanos, à cidadania, à justiça, à liberdade (inclusive a de expressão) e à soberania do país. Por suas lutas foi, juntamente com outros intelectuais consagrados e respeitados, indiciado e teve prisão preventiva pedida em 1966, nos IPMs dirigidos pelos coronéis Ferdinando de Carvalho e Andrade Serpa.

Moacyr participou de vários congressos e eventos culturais de relevo no país, como debatedor e conferencista. Em 1954, integrou a comissão carioca que representou o Brasil no Congresso Internacional de Escritores, realizado em São Paulo. Em 1962, participou do I Festival de Cultura Popular da UNE, sob o patrocínio do CPC, com o lançamento da série Cadernos do Povo Brasileiro, da qual fizeram parte os três volumes, que prefaciou e coordenou, de Violão de Rua. No mesmo ano, foi membro da delegação carioca no II Festival do Escritor, promovido pelo Conselho Nacional de Cultura, no Rio de Janeiro. Ainda em 1962, foi convidado para a II Semana da Cultura, promovida pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Em 1981 foi um dos oradores e debatedores do I Encontro da Poesia Brasileira (Semana Joaquim Cardoso), promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em Recife. Em 1982, participou do II Congresso Nacional de Letras e Ciências Humanas, na Sociedade Unificada Augusto Motta (SUAM), no Rio de Janeiro. Foi orador no I Congresso de Literatura da Universidade Gama Filho, realizado de 28 de novembro a 2 de dezembro de 1983. Em 1984, esteve, como conferencista, no IX Congresso Nacional de Estudos de Lingüistica e Literatura, na SUAM, no Rio de Janeiro. Realizou., também, palestra sobre "Criação Cultural e História", na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Ceará.

Em 1985, participou do Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo, como orador e do II Congresso de Literatura da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, com palestras sobre o tema "Literatura e Democracia". Em 1987, foi poeta-orador na cerimônia de instalação do Departamento de Formação e Cultura da Confederação Geral do Trabalho (CGT), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Realizou, também, conferência na Sociedade de Psiquiatria Analítica de Grupo (SPAG), no Rio de Janeiro. Participou ainda, de mesa-redonda no XXI Encontro Nacional do Escritores, promovido pela Fundação Cultural de Brasília. Em 1988, Integrou o Seminário de Perplexidade Nacional, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1989, realizando palestra e debate, esteve no XXI Congresso Bras. De Língua e Literatura, na UERJ. Foi presidente de honra do X Congresso Nacional de Letras e Ciências Humanas da SUAM.

Moacyr Félix notabilizou-se também como membro de várias comissões julgadoras de respeitados concursos nacionais de literatura.

Moarcyr pertence, ou já pertenceu, a várias conceituadas instituições nacionais. Integra a Ordem do Advogados do Brasil, desde 1949. Foi membro do conselho diretor do Instituto de Cultura Brasil-Cuba. É sócio-fundador da Associação Bras. de Crítica Literária. É ainda, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, tendo sido indicado em 1987, por unanimidade, para a presidência desta casa, a qual não pôde assumir por motivos de saúde: infarto, pontes de safena etc.

Fez parte do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, onde criou o prêmio Carlos Drummond de Andrade de Poesia.

É membro da União Brasileira de Escritores, bem como titular do Pen Clube do Brasil. Fez parte do Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon).

Moacyr Félix recebeu importantes prêmios em reconhecimento à sua obra literária bem como às suas ações como personalidade cultural influente da vida política do país: Prêmio Alphonsus de Guimarães, do Instituto Nacional do Livro, em 1960, como O pão e o vinho ( melhor livro de poesia de 1959); prêmio da Associação Paulista de Crítica e Arte, em 1982, com Em nome da vida (melhor livro de poesia de 1981); prêmio Poesia e Liberdade, do Centro Alceu Amoroso Lima em 1985, pelo conjunto da obra e de ações, no campo da cultura, a serviço da liberdade; prato de prata, no VII Congresso Nacional de Letras e Ciências Humanas, da SUAM, em 1986; placa de prata, do Instituto Astrogildo Pereira, do PCB, em 1987; medalha de bronze, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por serviços prestados à cultura; medalha Pedro Ernesto, concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 1991; em 1992 foram dados prêmios e menções honrosas do "Concurso Nacional de Poesia Moacyr Félix", instituído pelo Sindicato dos Escritores; foi-lhe outorgado também, em 1994, o Prêmio Nacional de Poesia, instituído pela Fundação Biblioteca Nacional; em 1992, assinou os manifestos de intelectuais dirigidos aos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal apoiando o pedido de impeachment do presidente Fernando Collor; proferiu palestra, em 1993, na UERJ, como orador em sessão pública do "Encontro com os Escritores de Poesia"; orador de encerramento, sob o tema "América, a utopia naufragada?", em Congresso promovido no auditório solene da Universidade Gama Filho, quando foi homenageado com uma "Placa de Ouro"; em 1996 foi escolhido, por unanimidade, para ser o homenageado em " Moção de congratulações e aplausos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro", que assim comemorou o Dia do Escritor. Vários poemas seus foram traduzidos em diversas antologias da poesia brasileira no exterior, ou em jornais e revistas.

Compõem sua obra os seguintes livros de poesia: Cubo de trevas, 1948; Lenda e areia, 1950; Itinerário de uma tarde, 1953; O pão e o vinho, 1959; Canto para as transformações do homem, 1964; Um poeta na cidade e no tempo, 1966; Canção do exílio aqui, 1977 e 1992; Invenção de crença e descrença, 1978; Em nome da vida, 1981; Antologia poética, em 1993. Desde sua criação, em 1991, é membro do Conselho Editorial da revista Poesia Sempre, editada pela Fundação Biblioteca Nacional. Em maio de 1997, a FUNARTE, Fundação Nacional de Arte, inaugurou no Rio de Janeiro, em sua homenagem, o Espaço Cultural Poeta Moacyr Félix. Em maio de 1997, o presidente da Funarte, por sugestão do próprio poeta, resolveu fazer, sob o título "Quinta de Poesia", um permanente espaço de análise e promoções da poesia brasileira contemporânea no Espaço Cultural Moacyr Félix.

E não para por aí. Moacyr Félix, mesmo doente, continua a apresentar-se em diversos espaços culturais com sua poesia ou dando palestras. Segue escrevendo, publicando e apoiando os poetas novos.

Moacyr, recebe o aplauso nacional através da premiação de seu último livro editado, Introdução a Escombros (Bertrand Brasil/201 páginas). Esse livro recebeu no ano de 2000 os maiores prêmios literários brasileiros: da Academia Brasileira de Letras, do Pen Club do Brasil, da Biblioteca Nacional, do Sindicado dos Escritores, da União Brasileira de Escritores, além do cobiçado Jabuti.

                                                                                      Biografia obtida no livro Singular Plural - Editora Objetiva

                                                                

            

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