
Messody Benoliel
FORÇA MÍSTICA
EM PLENA MATA, EU SÓ, ME REENCONTREI
E A NATUREZA EM SEU RESPLANDECER
FEZ-ME VIBRAR A ALMA E SUPLIQUEI:
MEU DEUS INTERIOR, QUERO VENCER
TODO E QUALQUER NEGATIVISMO,” EU SEI
QUE SE ASSIM FOR, NÃO MAIS IREI SOFRER
AS AUSÊNCIAS QUE NUNCA IMAGINEI
PUDESSEM MALTRATAR O MEU VIVER.
FORÇAS PSÍQUICAS ME FORTALECEM
E A FORÇA CÓSMICA POR FIM DESPERTA
VISÕES BENDITAS QUE NOS DESVANECEM.
ACESOS PERMANECEM OS SENTIDOS
NUMA ELEVADA SITUAÇÃO DE ALERTA,
QUE SUAVIZA CORAÇÕES PARTIDOS!

IDENTIDADE
EU SOU ASSIM, COBERTA DE INCERTEZA
E PARADOXALMENTE INCONTROLÁVEL,
CREIO, PORTANTO, MAIS DO QUE EXPLICÁVEL,
SER SEMPRE UM MAR EM PLENA CORRENTEZA.
SOU O QUE SOU, DEVIDO Á NATUREZA,
QUE NÃO ME QUER DE FORMA CONTROLÁVEL,
VIVENDO EM ANSIEDADE INSUSTENTÁVEL,
QUE ME ATIÇA, COM MUITA SUTILEZA.
SOU CONTRASTE, SOU VÁRIAS NUMA SÓ,
SOU FÊMEA, CALEJADA POR AMAR,
SABENDO DAR UM LAÇO E DAR UM NÓ.
SOU OUTRAS, NÃO SOU NADA CERTAMENTE,
NECESSÁRIO SERÁ ME APAIXONAR,
PARA SER MUITAS, DE REPENTEMENTE.

Santiago de
Compostela
(Xaco Beo 2004)
Em Ano Santo,
Privilégio Jubilar:
Santiago de Compostela
eu, o insólito
e "el vuelvo del botafumeiro".
Na Catedral, o abracei
Orei contrita.
O Santo Apóstolo e seus discípulos,
Teodoro e Atanásio, descansam
em cripta de prata.
Sua cabeça foi decapitada
mas permanece ali, iluminada,
a sua alma.
Nesses dias de penitência,
metade de mim peregrina,
satisfez-me a indulgência plena.
Conheci Madre Pilar
e juntas atravessamos
dezenas e mais dezenas de ruelas sagradas.
Santiago El Mayor, de olhar firme e piedoso,
deixou-me a fé e a esperança fortificadas.
E a vontade de mais caminhar... caminhar... caminhar
Tempo de mãozinha dada,
Eles dizem que passou,
Mas isto não me diz nada,
Pensa assim quem nunca amou.
A morte
não é tristeza,
Sempre traz conformação
Tristeza é seguir vivendo
Quando acaba a ilusão
Messody por Messody
Escritora,
advogada, compositora e
cantora.
Menina de curso primário e já se arriscava a escrever versos. Risco
porque, sem qualquer orientação, estes brotavam melosos posto que, líricos.
Isto, na década de quarenta, quando ainda não estava fora de
moda o amor expectativa,
o amor fantasia, o amor apenas sonhado. Hoje me
envergonharia daqueles versos,
inclusive por serem óbvios
demais. Mas, felizmente eles foram para Brasília ,
na mala de uma amiga
que lá foi residir e dela nunca mais tive notícias.
Apenas um refrão de um dos poemas ficou em minha memória:
"…MAS COMO O
AMOR É CEGO
E CEGO POR NATUREZA,
VAI DEIXANDO QUE EU VIVA,
SEMPRE,
SEMPRE NA INCERTEZA".
Meu pai, de forma
inescrupulosa, entrava no
meu quarto e lia tudo que estivesse
na minha escrivaninha. Uma vez o
peguei em flagrante e ele ficou amarelo, azul,
nada tendo a dizer em sua
defesa.
Porém, no dia seguinte, quando voltei do colégio,
encontrei em cima
dos meus escritos um bilhete do meu pai que dizia:
" FILHA, SER SENTIMENTAL É SOFRER MUITO…" Este conselho, confesso, me abalou.
Hoje é que sei o que meu pai queria
dizer: Filha, ser poeta é sofrer muito…
Daí em diante, tudo
continuou evoluindo e muitos versos ainda sem criatividade,
prossegui
elaborando. Mas devo muito aos poetas clássicos a minha formação
literária.
Os clássicos brasileiros e franceses mereciam toda a minha
atenção,
não deixando de lembrar que na literatura portuguesa, tenho
também meus preferidos.
Mas aqui não pretendo escrever um ensaio,
apenas uma pincelada de como tudo começou,
devendo lembrar que meu pai
era um poeta e trovador sensível. Seus textos, de vez em quando,
eram
publicados na Revista mensal da antiga Sumoc (Superintendência da Moeda
e do Crédito).
Se você gostou indique o
endereço:
www.almadepoeta.com/messodybenoliel.htm
Se você gostou escreva seu comentário para a autora:
mebenoliel@yahoo.com.br
Tenha sua Página Pessoal no Alma de
Poeta







Clique na imagem acima.
home
galeria de arte
poetas em destaque
poetas 3x4
poetas imortais
colunistas
cinema
concursos
páginas pessoais agenda
poética
poetas no You Tube
fala poesia
oficina virtual
histórico
Clique e entre

Seu site de poesia, arte e algo mais...
Alma de
Poeta
©Copyright 2000 / 2008 by Luiz Fernando Prôa