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Palavras
Um não que
surge
Só, na imensidão
Atinge alma
derruba,
Remete e escuridão...
Uma dúvida que chega
De alguém que não se
espera...
Leva aos extremos...
E aos poucos
Desespera.
Esperanças rompidas
Laço, perdido sonhar
esquecido
Momentos passados
Por olhos velados
Palavras ditas na hora
Certa ou errada
Podem decidir tudo
Ou remeter ao nada!

Eu
não sei...
Desprendo-me de
vestes
valores profundos
Ouço o que disseste
Nesse vasto mundo.
Perco-me no limite do
dia
Não sei onde começar ...
Quero falar da magia
de docemente te amar.
Sinto latentes
segredos
De abismos descomunais
Ouço levada, pelos desejos
Teus passos a beira do cais
Preciso acabar com a
fome
E no meu interior buscar
Lugar para gravar
Teu nome...

Marcando o tempo
O relógio decorria
Cada hora de
Um dia
Cada tempo um
Lamento
Cada instante,
Pensante
Vem o vazio
errante.
O ponteiro não pára
O silêncio se instala
No tic tac
Irritante
Relembrando o passar
De uma vida
Errante
De um gostoso esperar
Com pressa e vagar
Vejo o tempo correndo
e as horas cantando
num lamento insistente
num passar desumano,
chegou a madrugada!
Não parava o tempo e
Foi virando um lamento
Camuflado no vento
Se arrastadando na estrada.
Camuflado em números
De uma lógica
irônica
num compasso sarcástico
gargalhando no espaço

Perfeição
Linda geometria
O traçar dos rios
Ao riscar numa boa
Águas claras
Num vai e vem de alegrias
Ao virar uma curva
Rabiscando um poema
Num lamento profundo
Numa volta pequena.
É que a água inquieta
É poeta a sonhar...
Em juntar as palavras
Com as águas do mar!

Origem de tudo
Mergulhada na fonte
De um pensar, escolher
Procuravas no monte
Os risos constantes
Das águas correndo
Das pedras gemendo
Do corpo mergulhando
Procurando o sol
Pra trazer nova cor
Colorindo o horizonte
Com seus raios de amor
SE o sol esconder
No lampejar de um instante
E num frio repente
Quem irá colorir
Os sonhos da gente?
Retornar, emergir
Nascer, transformar
Florir...
Descobrir o inicio
Do que estava a fugir
?

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Dom Pepito de
Bragança
Arrancou de minh'alma
A esperança
Levaste pro holocausto
As lembranças
De um outrora de Bonança
Onde esperávamos por nossas
Crianças...
Num tilintar de cristais
Polidos...
Sumiste, fugiste
Não me destes ouvidos
Um rápido olhar profundo
Despiste-me...
Ao encontrar dos olhos
Pediste...
Algo que sem pensar
Consenti...
Um desejo imenso
Que não contive
Seguimos lado a lado
Calados...
Sacaste a espada
Cortaste o ar!
Em tuas vestes
Reluz teu olhar
Chegaste ao mundo
Pra governar...
Mas, aqui em
Casa...
Não vais mandar!
Aqui mando eu
Aqui,... és
Um simples plebeu!
Kkkkkk
Bendito o dia que te encontrei
Chovia ou fazia sol? Não sei
Estava alegre ou infeliz?
Também esqueci.
Mas, chegaste na hora certa
tomaste o meu partido,
me protegeste com todas as forças
E ali, naquele instante
me deixei proteger, por ti, fingindo-me fraca
DEixei-me levar por tua mão estendida
Permiti viajar no teu sorriso franco
E nele me refugio ainda
quando a noite se esconde
e cinza se tornam os dias!
Nele encontro abrigo
e consolo em teu ombro amigo!
SE precisas ir, vai te espero
Quando preciso ir, vou.. Me esperas
E assim vamos seguindo
vivendo nosso destino
Onde o eu morreu
e o nós surgiu

Desvelo
Quando um fio se
desprende parece desenrolar
e uma roupa antes nova, vai se acabando devagar
Uma palavra mal
entendida também funciona assim
e pode ate acabar com algo dentro de mim
Aquela voz diferente, que parecia ouvir
Seria um som
estridente? Como fogo crepitando,
ou o som de uma serpente?
O som dos ventos uivantes?
Ou uma dor dilacerante?
Na calada de uma
noite, no romper da madrugada,
não foi dito o que queria, no som de uma palavra.
Eu tentei imaginar.
Mas tudo se complicou
e passei a duvidar da certeza desse amor.
O doce perdeu o doce,
o amargo aumentou.
Meus passos ficaram parados
E uma lágrima teimosa rolou!
Escorregou por meu rosto e caiu no solo seco
E fez brotar a esperança
De ter você na lembrança
Renascendo um amor
Sentimento criança!

Vícios
Ninguém me avisou
Que amar é um vício
Como imaginar que conversar,
te esperar ,causaria dependência
Construí expectativas
Na sua ausência
Viajei na esperança
De conseguir tua presença
Mas, e agora?
Não aprendi a ficar sem você!
Esse vício maldito ou bendito..
.de te querer.
Causa-me desespero
Se ficar sem te ver
E você, com fica?Indiferente?
Não pode ser
Ah! Com queria saber!
Acredito que transite também
nesse caminho
Eu e você
Dependendo um do outro
Somente pra
sobreviver,,,

Delírios
Ah! Delírio de
ilusões me traz a vida
Vida fingida, vazia, sentida
Vida repleta alegre, meio dia
À tarde vida ridícula
À noite vida acrescida.
Na ânsia a vida me
cresce
Na revolta me enlouquece
Na paz vida me leva
Pra bem longe a vida se vai
Mas, o mundo nos fez
assim
Transformou-nos em pedaços
Pedaços, retratos, palhaços
Palhaços de uma história
História de vários palhaços.
Autores de uma
história sem fim.

Tudo
começou pra mim junto ao mar...
Lá, conheci tudo, lá
comecei a pensar,
no mar de minha vida.
Ali olhando pra ele conheci tudo ,
alegria da vinda incerteza da volta
medo da morte,coragem da sorte.
Na singeleza da vida a riqueza da posse.
Cresci livre correndo, nadando,
pés no chão nas areias pisando,
Sempre teu rosto moreno,
sorrindo me vendo e dizendo,
os segredos da vida.
Assim fui crescendo, conhecendo
o tempo, saindo e voltando de teu pensamento.
Ali tinha tudo, achado no nada.
Num nada pra gente,
mas, para quem olhava ,queriam o que era nosso.
E a gente inocente seguia sorrindo...
Enquanto roubavam tudo que tínhamos.
Eu no meu ser criança, não entendia
como poderia viver diferente,
fora dali , sem meu mar , meus peixes,
minhas pedras, minhas águas correntes!
E a noite chorava, calada contida , enquanto pensava ,
viver sem o mar, sem te ver partir ,
sem te ver chegar...
Mas, o cerco apertava, insistiam ofertavam .
E num belo dia , de repente .
a casa estava vazia.
Tudo o que era nosso enrolado estava.
E em uma canoa , avistava tristonha
O meu mar que ficava...
Dali em diante, tristeza restou.
Agora volto sempre pra lá ,
pra olhar para o mar.
Mas, você pescador se foi, não voltou!
A tristeza a derrota , a vida te tirou .
Dentro de mim até hoje
Só a lembrança ficou!

Nada
Às vezes penso
Na batida da porta
Nos passos no corredor
Às vezes tua voz sussurrando
Nas horas mortas
E quando fico a
pensar
Na distância ingrata
Que aos poucos mata
A esperança do voltar
Os momentos seguintes
Somos sombras além
Tornamo-nos ninguém
Um sem o outro
Deixamos de viver
Da vida viramos
meros ouvintes!
O aceno da mão
O ate logo, até breve
Um breve tão longo
Que nunca responde
a voz do coração.

Silêncio!
Relógio tocou!
Silêncio, alguém falou
Era hora de obedecer
Parar de falar
De sonhar
Deixe de viver!
Silêncio!
Não diga nada!
Apenas pegue o copo d`água
Engula o desejo
Esqueça o beijo
Tome num gole só
Como se fosse um comprimido
Pode ser um calmante
Um relaxante
Ou quem sabe?
No contexto atual...
Seja um veneno fatal!
Silêncio total

L V V
É carioca, Bacharel em Pedagogia, pela Universidade
Estácio de Sá, Pós-Graduada em Educação Faculdades Integradas de
Jacarepaguá, Graduanda em Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
De repente se descobriu, Leandra Telles, como é conhecida no meio literário.
Pesquisadora na área de meio ambiente (ecossistema manguezal), tem na
natureza grande fonte de inspiração!
Fundadora da Academia Literária do C.E.M.V, da ALIZO (Academia Literária da
Zona Oeste), membro da ALIPE (Academia Literária de Perus). Contista, romancista
e poeta.
Obras:
Livros infantis:
Embaixo da cama- Editora All Print-lançado na 20ª de São Paulo
Nem todo morcego é vampiro (no prelo)
Antologias:
Antologia P.O.E.M.A.S - Editora RE Mattos São Paulo-2008
Antologia P.O.E.M.A.S II (no prelo) Editora RE Mattos-SãoPaulo
Contos:
Coletânea de Contos 2 - Editora ALL Print (A invasão da Terra)
Romances:
A Montanha dos Sonhos (No prelo)
"Alimento-me de cada verso de poesia, revivo a cada momento em que as
palavras saltam de meu interior para o papel, pois ali revivem as tuas
lembranças"
L T
Internet:
Cemvconcursos@ig.com.br
http://aguasdoriomar.blogspot.com/
Se você gostou indique o
endereço:
www.almadepoeta.com/l
E envie seu comentário para o e-mail da autora:
Mais poemas de Leandra em:
www.almadepoeta.com/
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