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FENAVINHO 2007 |
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Bento
Gonçalves - Serra Gaúcha |
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Alguns momentos da festa registrados, nos vapores da poesia, por Artur Gomes.

Esse poeta que
trás nas veias o puro vinho tinto da poesia.
Celebração do amor
em estado de vinho e uva
nunca perderei em mim a esperança
nem perdoarei o que não fizermos por pecado
se assim acreditássemos e embriagados fôssemos
levar em conta o que se diz pelas cantinas.
De tuas pétalas e folhas quero provar da pele fina
beber teu suco até que da uva nada mais reste
somente bagos e bagaço
subir teus montes me perder em teus sargaços
e neste mar de sedução que tanto nos atiça
vinho e vício nada mais possa restar
da tua flor em castidade
ao transformarmos vinho e uva em nosso amor
na mais profunda e santíssima trindade

Artur e Mayara Pasquetti no Recital Celebração do amor
em estado de vinho e uva.
Celebração
II
do teu amor não desistirei
nem um segundo
quero beber em tua mesa
do teu sangue do teu vinho
do teu mundo
e a tua carne de uva
saborear nas sobremesas
em festas de Bacco Baccante
se não puder ser teu amante
que seja então teu escravo
com estas palavras que lavro
nas lavras das plantações
sorver teu líquido sagrado
por
todas as 4 estações

Falando poesia no ateliê de Diego Besbat
Cavalo nus Pampas
todo pasto que me deres eu como
corpo carne flama
mas também se não me deres eu quero
como uma ave dos pampas
quero quero quero quero
mergulhada em minha cama
pulsando em ti todos os poros
e os outros sentidos do corpo
campos afora mar além
se não fores como Florbela
não será como ninguém
e também no stand da Cantinha Dom
Giovanni
Poema 1
neste estado de vinho
onde me encontro
Rio Grande eu te inauguro
entre os parreirais e vinhedos
o teu caminho de pedras
já floresce entre os meus dedos
este poema canta e fala
o que canto falo e quero
decantar o meu sangue
na vivência das cantinas
na pele das nossas retinas
para cantar por ti nosso amor
se preciso for - espero

Stand da Cantina Vicesar
Poema 2
faminto eu te proclamo e te procuro
nem sei se o vinho que trazes entre
a pele e o teu nome matará a minha sede
e a carne da tua uva possa enfim matar a minha fome.
Mas assim mesmo bebo e como
quando fito o horizonte
nos umbrais de tuas janelas
e os olhos se perdem nas colinas
quando a língua vai roçar teus cálices
e os dentes vão mastigar teus músculos
como se a caça de repente fosse tragada pela
fera.

Com a família Carraro
As enfermeiras que vigiavam
no stand da cantina Lidio Carraro
a pressão arterial do poeta na Fenavinho
Travessia
beber desse vinho em tua boca
para matar a febre nas entranhas entre dentes
indecente é a forma que te bebo como ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra palavra presa
como caça indefesa dentro da carne que não sai.
de Almada vou atravessar o tejo
barco à vela Portugal afora
em Lisboa vou compor um fado
e cantar no Porto feito um blues rasgado
de amor pela senhora
que me espera em paz
e todo vinho que eu beber agora
será como beijo que eu guardei inteiro
como um marinheiro que retorna ao cais.
Poemas de Artur Gomes

Com a amiga Natália


Degustando vinho e boa companhia
Com Dom Giovanni
Ode ao Vinho para Ademir Bacca vinho é tudo quanto bebo tinto branco branco tinto especialmente o brasileiro das cantinas das colônias das uvas finas de Bento bebida de Zeus e de Baco deuses do Olimpo e do sacro líquido com que me alimento em festa e consagração qual uma doce eucaristia em comunhão feito missa e celebração in poesia da uva a seiva o fermento o sagrado tempo da cura até os lábios no cálice sorver a santa doçura na língua e no pensamento vinho eu bebo rezando em juras de amor ao momento de olhos sorrindo pros céus benditas mãos sejam tantas as que trabalham os vinhedos e sabem do fruto o sagrado colher o milagre entre os dedos Artur Gomes

Falando poesia na praça Vinho in cena

Com Claudia Gonçalves e Gerson Santos


Com a poeta gaúcha Claudia Gonçalves

No porto, reabastecendo as energias depois da festa junto
aos amigos, em Porto Alegre.
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